Jundiaí

Irmãos compartilham histórias emocionantes e expressam seu amor


         ALEXANDRE MARTINS
Os irmãos Victoria Teixeira e João Cláudio expressam a fraternidade
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

No Dia do Irmão, comemorado anualmente em 5 de setembro em homenagem ao aniversário de falecimento da missionária Madre Teresa de Calcutá, irmãos reúnem histórias marcantes e transbordam cumplicidade.

A ligação entre irmãos não se dá apenas pelo sangue e sobrenome, mas também pelo apoio, carinho e cumplicidade de um pelo outro. É o que conta a artista Victoria Christina Silva Teixeira, de 22 anos.

Ela e seu irmão, João Cláudio Silva Teixeira, de 16 anos, dividem uma relação de parceria, amizade e união. "Nossa relação é de parceria, dividimos gostos por séries, nosso time do coração, temos os mesmos hobbies. Somos muito fãs de futebol, acredito que, além dos laços sanguíneos, seja o que mais nos une", afirma Victoria.

Apesar de se darem bem hoje em dia, a irmã mais velha conta que nem sempre foi assim e tiveram que conviver durante um tempo com intrigas e desentendimentos. "Quando eu era mais nova eu tinha muito ciúmes, afinal eu era filha única, sobrinha única e neta única, então no começo a nossa relação era difícil, mas hoje eu me vejo como uma irmã coruja", afirma.

E essa união entre os dois se intensificou após a separação dos pais, quando se sentiram fragilizados. "Nossos pais se separaram quando éramos mais novos e, mesmo que sejam amigos hoje, foi uma época de mudanças pra nós que éramos os filhos, foi ali que passamos a nos unir de verdade", explica Victória Teixeira.

MEMÓRIAS

Uma das histórias que ela guarda com muito carinho aconteceu quando os dois eram bem pequenos, e João, com apenas quatro anos na época, em uma tentativa de impressionar sua irmã, acabou se ferindo e e quebrando o fêmur e precisou ficar engessado durante alguns meses.

"Meus pais compraram um guarda-roupa novo para mim e o João queria fazer uma surpresa antes de eu chegar em casa, então, ao tentar montar o móvel sozinho, ele acabou derrubando uma das peças em cima da perna dele", conta a irmã.

Essa é uma memória que Victoria conta com muito orgulho para seus parentes e amigos, pois desde aquela época o João sempre foi muito carinhoso com a irmã mais velha e faz de tudo para agradá-la, não importa o risco que ele tenha que correr.

O PAPEL DO IRMÃO

A pedagoga Karine Parre Gonçalves, de 28 anos, é a mais velha entre seus quatro irmãos e carrega um papel fundamental na vida de cada um deles.

"Minha mãe teve uma depressão pós-parto muito intensa e não conseguia mais cuidar de nós, foi então que eu me responsabilizei pelos quatro com apenas oito anos de idade", afirma Karine.

Sem a presença da mãe e com o pai passando a maior parte do tempo trabalhando, Karine não era apenas mais uma irmã para eles, ela assumiu a responsabilidade de ser uma mãe para os irmãos, enquanto ainda estava vivenciando sua infância. "Vi minha mãe sendo levada para uma clínica em uma camisa de força e sabia que meus irmãos e ela precisavam de mim, então nunca foi um fardo cuidar deles", explica a irmã mais velha.

Ela alimentava, dava banho, levava os irmãos para a escola e ainda fazia as tarefas de casa.

"No começo eu fiquei bem desnorteada e tinha muito medo de não conseguir dar o apoio que eles precisavam, mas hoje os caçulas já estão com 20 anos e vejo que fiz um bom trabalho e ainda continuo sendo o porto seguro deles", afirma Karine Parre.

Apesar de ser muito nova e ingênua, com apenas oito anos, Karine já sabia o significado de fraternidade e cumpriu este papel da forma mais bonita possível.

"Eu me sinto muito feliz por cada vitória deles e orgulhosa por ter feito parte disso. Nós enfrentamos todas as dificuldades juntos e tudo o que passamos nos uniu cada vez mais", diz a irmã.

Mesmo com todos os irmãos já adultos, Karine ainda tira um tempo da sua vida pessoal para cuidar de cada um deles e não nega nenhum pedido de ajuda quando a procuram. "Ainda não podemos contar com nossa mãe, então eu sigo fazendo meu trabalho para proteger nós cinco, mesmo morando longe atualmente, todo mês eu volto para Jundiaí para visitá-los e saber como eles estão", completa.

(Luana Nascimbene)


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