Jundiaí

Preservação do Complexo Fepasa é tema de grupo de trabalho da Prefeitura


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Participaram da reunião representantes das Unidades de Gestão
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Representantes das Unidades de Gestão da Prefeitura e demais instituições que ocupam o Complexo Fepasa reuniram-se na tarde desta quinta-feira (02) para tratar das intervenções já realizadas e programadas para o local, além de criar uma agenda periódica de encontros.

A reunião de trabalho, realizada na Sala dos Relógios, contou com as participações de integrantes das Unidades de Gestão de Cultura (UGC) e de Mobilidade e Transporte (UGMT), além da Fatec Jundiaí, do Poupatempo, da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), entre outros.

Com área total de 111 mil metros quadrados, sendo 46 mil deles de área construída, o Complexo Fepasa teve sua construção iniciada na década de 1890 e é o único patrimônio municipal com tombamento em nível nacional, registrado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Representando o prefeito Luiz Fernando Machado, o gestor da Unidade de Gestão da Casa Civil (UGCC), Gustavo Maryssael de Campos, reforçou a importância da iniciativa. “Esta tarde os representantes das Unidades de Gestão e demais instituições que ocupam o Complexo puderam realizar esta importante reunião interna de trabalho e dialogar sobre as melhorias já realizadas e previstas para o local. Foi uma ocasião para reiterar a importância e valor históricos deste patrimônio e pensar na otimização de sua integração com o Centro Histórico e das diferentes nuances de sua ocupação através da Cultura”.

CONFIRA AS MELHORIAS JÁ REALIZADAS NO COMPLEXO FEPASA

O gestor da UGC, Marcelo Peroni, reforçou como as instituições presentes podem contribuir para a ocupação qualificada do local. “Neste momento em que já ocupamos, revitalizamos e estancamos a degradação diversas áreas do Complexo, precisamos pensar em seu uso sustentável e de modo integrado à sua vocação para uso cultural e de Economia Criativa. Por isso é importante que as intervenções pretendidas sejam dialogadas neste grupo e apresentadas aos organismos de preservação. A Fatec, por exemplo, tem muito a contribuir enquanto instituição acadêmica, articulando a implantação de ‘hubs’ e núcleos de pesquisa criativos que corroborem com esta nova vocação que a Prefeitura quis dar ao Complexo quando, em 2017, transferiu a Cultura para cá”.

Entre as melhorias previstas para o Complexo estão a implantação de um passeio público na integração com a avenida União dos Ferroviários, R$ 800 mil em investimentos na reforma do telhado da ala histórica, a restauração de plataforma para trem turístico, intervenções de paisagismo, entre outros.

Para o diretor do Departamento de Gestão do Complexo, William Paixão, a proposta é potencializar o trabalho já realizado. “Desde a sua aquisição pela Prefeitura em 2001, esta é a primeira vez que o Complexo recebe investimentos maciços pela sua ocupação e preservação. A ideia deste grupo é organizar e convergir ações, para que todos estejam na mesma página e possamos potencializar tudo o que já foi feito, como a transferência da UGC, a nova iluminação das fachadas, transferência do estacionamento para área coberta, instalação de lixeiras e bancos, entre outros”.

O presidente da Câmara Municipal, o vereador Faouaz Taha, reforçou o compromisso do Legislativo na preservação do patrimônio. A Câmara é parceira da UGC na digitalização de 1,6 milhão de documentos do Arquivo Histórico municipal, que fica no Complexo Fepasa.


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