Jundiaí

Para economizar, motoristas apostam em alternativas

Entre bicicletas elétricas e motos, consumidores falam em economia de até 100%


                    ALEXANDRE MARTINS
Para economizar, a engenheira agrônoma Isabel Catarina Schulze, de 51 anos, comprou duas bicicletas elétricas para ela e o marido
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com o aumento constante dos combustíveis, quem precisa se locomover diariamente opta por alternativas de transporte. Entre bicicletas, inclusive elétricas e motos, os consumidores já falam em economia de até 100%.

Pensando nestes fatores, a engenheira agrônoma Isabel Catarina Schulze, de 51 anos, se interessou pelos veículos alternativos. Junto com o marido comprou duas bicicletas elétricas no início de julho, após vender um de seus carros.

"Compramos há pouco e tempo e já podemos afirmar que este investimento valeu muito a pena. Além de não ter gastos com combustível, o custo da manutenção e do seguro é muito menor", afirma Isabel.

As duas bicicletas custaram em torno de R$ 17 mil, incluindo o valor do seguro. O transporte oferece 25 quilômetros de autonomia, com tempo de carga entre quatro a seis horas.

A sustentabilidade que a bicicleta elétrica oferece também é um fator que agradou o casal na escolha do transporte. "Nos interessamos pelo conjunto da obra, a economia, por não poluir o meio ambiente e também por nos obrigar a fazer exercícios físicos, já que a bicicleta exige a pedalada", afirma a engenheira.

ECONOMIA

De olho na economia, a funcionária de uma loja de carros na Vila Rami, Kesley Escalante, de 32 anos, adquiriu uma moto scooter, do modelo Lead 110, há um ano e já percebeu a diferença de gastos entre a motocicleta e seu carro. A economia com combustível chega a 60% . "Decidi comprar a scooter por ser uma das motos mais econômicas do mercado e a autonomia dela é surpreendente. Meu custo da semana com o carro é mais que o dobro do que eu gasto abastecendo a moto", afirma Kesley.

Sua moto é capaz de andar 35 quilômetros por litro, gerando uma autonomia de 230 quilômetros com o tanque cheio. Já o automóvel anda cerca de 16 quilômetros por litro.

Além da grande diferença na rodagem entre os dois veículos, eles também disparam nos gastos. "Com a scooter eu costumo gastar R$ 35 por semana com combustível, já meu carro consome em torno de R$ 90 semanalmente", explica a lojista.

Por este motivo, Kesley opta por deixar o carro um pouco de lado no dia a dia e vai para o trabalho com sua moto. "Consigo encher o tanque da scooter com menos de R$ 40 e rodar mais de 50 quilômetros por dia, saio da minha casa em Itupeva e vou até a Vila Rami, onde eu trabalho", afirma a motorista.

MERCADO AQUECIDO

Antes de trabalhar com carros, Kesley Escalante era funcionária de uma loja de motocicletas e afirma que o mercado de motos aumentou consideravelmente nos últimos anos, pois os motoristas buscaram alternativas para evitar gastos elevados com o combustível. "Quando eu ligava para as lojas de motos da cidade a maioria dos modelos mais econômicos estavam em falta, a procura cresceu muito nos últimos meses", comenta.

(Luana Nascimbene)

 


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