Jundiaí

Na volta às aulas, motoristas escolares tentam recuperar prejuízo

348 transportadores estão cadastrados em Jundiaí e 37 deixaram de executar as atividades


ARQUIVO PESSOAL
Adilson Aparecido voltou a atuar com transporte escolar em agosto
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Com o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas, particulares e municipais, transportadores escolares de Jundiaí esperam recuperar o prejuízo que chegou na marca dos 70% causado pelo fechamento das escolas.

Segundo a Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT), 348 transportadores escolares estão cadastrados atualmente e 37 deixaram de executar as atividades desde o início da pandemia.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Escolares de Jundiaí e Região (Sintrejur), Moacir Biazim, a retomada das atividades dos motoristas ainda está acontecendo de forma bem devagar e muitos transportadores optaram por não voltar este ano. "Alguns perueiros só pretendem voltar ano que vem, pois conseguiram outros serviços e estão esperando a situação normalizar para retornar no próximo ano", afirma o presidente.

Além disso, muitos transportadores que ainda estão ativos precisaram se adaptar para recuperar o prejuízo e Biazim prevê um retorno total somente em dezembro. "Alguns precisaram diminuir as rotas para amenizar os gastos com combustível. As coisas vão começar a melhorar entre dezembro e janeiro".

O motorista Adilson Aparecido de Sá, de 56 anos, apresentou uma queda de 70% dos seus passageiros, mesmo mantendo o mesmo valor da mensalidade anterior. "Em 2019 eu transportava cerca de 50 alunos e hoje em dia estou com menos de 15. Conversei com colegas de trabalho e aconteceu a mesma coisa com todos", lamenta.

Ele voltou a atuar em agosto, quando algumas escolas estavam com as aulas híbridas. Ele conta que não precisou alterar sua rota de atuação, mas sente muita dificuldade de recuperar o número de passageiros. "Muitos pais estão receosos com o retorno presencial e em algumas escolas esta retomada é opcional, então está acontecendo tudo muito devagar, afirma Aparecido.

Parado há quase dois anos, Adilson Aparecido procurou outros serviços durante a paralisação das aulas para aliviar o prejuízo e ter alguma fonte de renda. "Precisei fazer trabalhos esporádicos, como entregador de empresas privadas e delivery", diz.

DIFICULDADES

Com os transportadores retomando as atividades aos poucos, muitos pais ainda sentem dificuldades de contratar o serviço para seus filhos, como é o caso da autônoma Amanda da Silva, de 25 anos, que está há um mês procurando transporte escolar para levar seu filho à escola. "Faz mais de um mês que as aulas voltaram e eu ainda não consegui procurar motoristas disponíveis no meu bairro".

Amanda mora na região da Ponte São João e precisa levar seu filho até a escola, localizada no Jardim Tamoio. "Estou tendo que levar meu filho a pé para a escola todos os dias, levo cerca de 30 minutos para chegar e tem sido muito exaustivo", afirma a autônoma.

(Luana Nascimbene)

 


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: