Jundiaí

Recap nega falta de combustível, mas corrida aos postos é inevitável

PARALISAÇÃO Com medo das incertezas da greve dos caminhoneiros, consumidores lotam postos de combustíveis e alguns hipermercados em Jundiaí


                ALEXANDRE MARTINS
Postos de combustíveis registraram filas de carros para abastecimento
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A paralisação de caminhoneiros em algumas rodovias do país repercutiu pelos municípios paulistas, inclusive em Jundiaí. Apesar de não ter tido pontos de bloqueio pela região, o medo de ficar sem combustível ou de algum suprimento resultou na corrida aos postos de combustíveis e hipermercados.

Além das filas, alguns postos registraram falta de combustível antes do início da tarde, mesmo com a informação do Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região (Recap) ter emitido nota afirmando sobre a normalização de carregamento dos caminhões.

A paralisação teve início na quarta-feira (8) e segundo o Ministério da Infraestrutura, foram registradas manifestações em 15 estados. (veja mais na página de Política)

O gerente de um posto na avenida 9 de Julho, Sérgio Sartoro, a gasolina comum acabou por volta de 13h, mas o abastecimento já havia sido confirmado. "Estávamos com estoque para três dias de gasolina comum, mas já foi tudo. Isto é histeria da população. Liguei para a companhia e confirmaram que as entregas estão saindo normalmente, podem ocorrer alguns atrasos, mas por conta da quantidade de pedidos", afirma.

Sartoro afirma que houve filas para abastecer desde 5h da manhã. "Até o final do dia (ontem) já vai ter acabado a gasolina aditivada e provavelmente o etanol também. A paralisação teve pouca adesão, mas mesmo assim o pessoal ficou com medo e ficamos o dia todo na correria", lamenta.

De acordo com Felipe Pereira Batista, frentista de um posto de gasolina da avenida Jundiaí, as gasolinas comum e a aditivada acabaram em torno de 13h45. "Está o dia inteiro com esse movimento caótico e sem parar. Por enquanto estamos só com etanol e diesel, mas até o fim do dia o etanol acaba também e não temos previsão de abastecimento", afirma.

A incerteza sobre a situação da greve fez com que o aposentado Devanir Berghi fosse ao posto para abastecer. "Como não sei o que vai acontecer nos próximos dias, vim para completar o tanque com etanol. Parei no primeiro posto com a menor fila, pois todos estavam lotados. A coisa está complicada", comenta.

O consumidor Jonatas Frossi esperou cerca de 15 minutos na fila de um posto para poder completar o tanque. "Eu vim por conta da greve, fiquei com medo de acabar gasolina e preferi não esperar, foi uma forma de prevenção", conta.

Ainda de acordo com a dispersão do movimento, a expectativa era de que não houvesse desabastecimento nos postos, tratando-se de uma mobilização pontual.

O Recap também informou que a demanda por combustível desta quinta foi muito acima do normal, diante da preocupação da população e orientou para que não haja pânico neste momento. Uma corrida aos postos pode acarretar em faltas pontuais, diante do aumento repentino da demanda.

SUPERMERCADOS

Nesta quinta-feira (9), a equipe de reportagem do JJ recebeu algumas fotos de leitores registrando a lotação em alguns supermercados de Jundiaí, procurada, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) informou que a essencial atividade supermercadista está funcionando normalmente no Estado de São Paulo.

Orientados pela Apas, os supermercados associados realizaram contramedidas preventivas, como a antecipação da reposição de mercadorias, como frutas, legumes e verduras, de modo que o setor consiga cumprir com a missão de abastecer a sociedade de forma segura e sem interrupção.

A Apas também informou que segue monitorando a situação das paralisações junto aos seus associados e demais stakeholders e até ontem (9), não houve ruptura na cadeia de abastecimento no Estado de São Paulo.


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