Jundiaí

Em Jundiaí, 567 pessoas seguem em tratamento 'do coração'

SETEMBRO VERMELHO Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no mundo


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Luiz Carlos Bettiati Júnior conta sobre a importância da alimentação
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O mês de setembro concentra as campanhas de conscientização, prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares: setembro vermelho. Em Jundiaí, 567 pessoas estão em atendimento pelo sistema público de saúde e neste ano, o Hospital São Vicente (HSV) já atendeu, entre a primeira consulta e os retornos, 1.388 pacientes.

Atualmente, há 440 pessoas em atendimento devido a doenças cardiovasculares nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ambulatórios da rede municipal. Além de 127 consultas agendadas, neste mês, no HSV.

Nesta estatística está a dona de casa Cleusa Quiteria Félix Marquezim, de 52 anos. Ela realizou em 2020 uma angioplastia, cirurgia para desobstrução de artérias que conduzem o fluxo sanguíneo até o coração. Agora, ela precisa se adaptar ao novo estilo de vida.

"Hoje em dia eu estou bem, graças a Deus, mas preciso tomar meus cuidados, como manter uma alimentação saudável", diz ela ao lembrar que colocou uma válvula mecânica no coração, assim, quem estiver perto dela, principalmente da família, conseguirá escutar os batimentos cardíacos.

CONSCIENTIZAÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta para as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no mundo. Segundo o cirurgião cardíaco, Luiz Carlos Bettiati Júnior, as mortes por problemas no coração podem passar de 500 mil, anualmente, no Brasil.

"O infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC) são as doenças cardiovasculares que mais matam", afirma.

As duas doenças são causadas pela aterosclerose, ou seja, quando há um endurecimento das artérias, que pode ocorrer devido a placas de gordura que se acumulam na artéria, ao longo da vida da pessoa. "Existem diversos fatores, de baixo a alto risco, que aumentam a progressão da doença, como o diabetes, o tabagismo, o colesterol alto, uma alimentação inadequada, falta de atividades físicas e, um dos mais importantes, o fator hereditário. Se há alguém da família com histórico de infarto ou AVC, as chances aumentam", pontua.

De acordo com Bettiati, a prevenção primária contra doenças cardiovasculares começa com o diagnóstico de qualquer médico. "Os exames de rotina irão ajudar a descobrir se a pessoa possui algum fator de risco. A partir disso, caso seja descoberto o fator, deve-se fazer uma estratificação de risco e depois, se houver algum sintoma ou suspeita de doença cardiovascular, a pessoa deve ser encaminhada para um cardiologista", explica ao lembrar que a mudança alimentar também deve ser levada em conta.

AJUDA

Em Jundiaí, nas UBS's, a equipe multiprofissional (NASF), em conjunto com a equipe local, desenvolve ações de prevenção a doenças cardiovasculares como caminhadas, orientação à alimentação saudável, atividades físicas e PIC's (práticas integrativas complementares).

O Hospital São Vicente conta com campanhas internas de conscientização e prevenção da doença. Os materiais com orientações são divulgados para pacientes e colaboradores. Frequentemente, a instituição também produz releases em parceria com o corpo clínico do hospital e os mesmos são publicados nos veículos de comunicação, atingindo a população de uma maneira geral.


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