Jundiaí

Chuvas não tiveram impactos positivos na situação hídrica

A DAE Jundiaí informou que a represa registrou, nesta segunda-feira (13), 62% da capacidade


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A capacidade da represa do Córrego Fetá é, atualmente, de apenas 1% do seu total
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As chuvas que atingiram a região de Jundiaí na semana passada não trouxeram benefícios para as instituições que administram os reservatórios e abastecimento de água dos municípios do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ).

Segundo a Defesa Civil de Jundiaí, o acumulado de chuvas deste mês é de 22 milímetros, portanto, inferior a média histórica mensal calculada desde 2012 para setembro, que é de 80 milímetros. Tal situação ainda foi identificada em todos os demais meses do ano, que apresentaram índices inferiores à média histórica.

A DAE Jundiaí informou que a represa registrou, nesta segunda-feira (13), 62% da capacidade, o equivalente a 5,7 bilhões de litros de água.

Além do rio Jundiaí-Mirim (principal manancial de abastecimento de Jundiaí), a DAE mantém a reversão do rio Atibaia, com o objetivo de garantir o nível da represa em condições operacionais e até o momento, não se considera haver racionamento.

Com relação às chuvas, não houve impacto na represa. Para que isso ocorresse, as chuvas deveriam ter ocorrido na área de manancial do Jundiaí-Mirim, com intensidade e por dias seguidos.

A DAE ainda informou que promove campanhas permanentes para que a população realize o uso consciente da água, com peças veiculadas em TV, jornais, sites, redes sociais e até por meio de anúncios nos ônibus que integram o sistema de transporte coletivo de Jundiaí (busdoor). Além disso, desenvolveu um gibi educativo, distribuído na rede municipal de educação e entregue no Mundo das Crianças e no Parque da Cidade. A versão digital do gibi está disponível no site da empresa.

A empresa também reforçou a importância da conscientização da população para que reduza seu consumo, adotando medidas simples, como tomar banhos de até cinco minutos, escovar os dentes com a torneira fechada, checar vazamentos, retirar os restos de comida antes de lavar a louça, varrer a calçada ao invés de usar a mangueira, usar um regador para molhar as plantas e evitar lavar o carro.

NO AUJ

Procurada, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) destacou que, apesar das chuvas do último sábado na região do AUJ, o forte impacto da estiagem que atinge a região ainda requer atenção.

O abastecimento está mantido, mas a companhia reiterou o pedido para que a população das cidades que atende (Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu e Várzea Paulista) use a água de forma consciente.

A Sabesp também fala do uso consciente da água. As mensagens enviadas focam na cooperação da população com ações simples, mas de grande impacto quando adotadas coletivamente.

Segundo a Prefeitura de Louveira, a chuva da última semana não teve impacto nos níveis de reservatório e captação de água em Louveira.

A capacidade da represa do Córrego Fetá é, atualmente, de apenas 1% do seu total. A capacidade de captação de água no Córrego das Rainhas e no Rio Capivari é, atualmente, de cerca de 43% da capacidade total.

Esses índices garantem o abastecimento de toda a cidade até o final de outubro, sem que haja risco de rodízio ou racionamento. A Prefeitura de Louveira iniciou, em maio, uma campanha de conscientização da população sobre o consumo consciente de água e segue orientando a todos que reduzam o uso da água para evitar riscos ao abastecimento.

TEMPO

De acordo com o Climatempo, a partir de quarta-feira (15) a previsão é de sol e aumento de nuvens na parte da manhã, e pancadas de chuva à tarde.

São Paulo poderá ter a tarde mais quente do ano hoje de acordo com o Climatempo, registrando 34ºC. A capital paulista pode bater esse recorde amanhã, quando a temperatura chegar a 35ºC segundo previsões.

(Lucas Hideo)

 


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