Jundiaí

Em Jundiaí, lodo de esgoto é transformado em fertilizante e empregado na agricultura


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Lodo do esgoto tratado na ETE é transformado em produto seguro para agricultura
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O lodo esgoto, resíduo do tratamento realizado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Jundiaí, localizada no Jardim Novo Horizonte, é transformado em fertilizante, um produto com emprego seguro na agricultura. Essa é uma solução alternativa para um dos grandes desafios das cidades: a gestão de resíduos, compostagem, destinação e reciclagem com a saturação dos aterros sanitários.

Além de trazer para a prática o que a legislação exige, as políticas ambientais e sanitárias caminham, cada vez mais, para que as empresas, públicas e privadas, tenham uma atuação transparente e concreta na preservação dos componentes da natureza.

Lodo tratado, proveniente das estações de tratamento de esgoto, que na maior parte das cidades brasileiras é depositado em aterros sanitários, ou, por questões econômicas é devolvido novamente aos rios, no município de Jundiaí passa por um processo bem-sucedido, tornando-se exemplo para outras gestões municipais.

Material rico em matéria orgânica e nutrientes, o lodo biológico de esgoto apresenta um grande potencial de utilização na agricultura como fertilizante orgânico. Com o objetivo de aproveitar seu potencial benéfico e ao mesmo tempo eliminar os riscos ambientais de sua utilização, a Companhia de Saneamento de Jundiaí (CSJ) implantou um sistema de compostagem termofílica do lodo de esgoto, processo pelo qual o mesmo é misturado às podas urbanas picadas, geradas na cidade de Jundiaí, a bagaço de cana-de-açúcar, cascas de eucalipto, entre outros resíduos orgânicos, submetidos ao revolvimento mecânico e oxidação promovida por uma intensa atividade de micro-organismos. Neste processo, devido à ocorrência de temperaturas acima de 55ºC, por mais de 30 dias, todo o material é higienizado, eliminando organismos causadores de doenças aos homens e animais, dando origem ao composto orgânico de lodo de esgoto.

O fertilizante orgânico é fornecido para paisagistas e produtores de citros, eucalipto, cana-de-açúcar, flores, café, frutíferas, árvores, flores e gramados. O uso deste fertilizante é vetado pelo MAPA em hortaliças, pastagens e capineiras, raízes e tubérculos.

Lodo proveniente da ETE Jundiaí, construída e operada pela Companhia de Saneamento de Jundiaí – CSJ é encaminhado à TERA Ambiental Ltda, empresa responsável pela compostagem termofílica desse material.


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