Jundiaí

Jundiaí tem 388 casos de dengue, 13 deles na Vila Rami


               ALEXANDRE MARTINS
Marlene Aparecida Praxedes não deixa pratinho sob vasos de plantas
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Embora o número não seja muito expressivo, a Vila Rami, com 13 casos de dengue, é o quinto bairro com mais pessoas infectadas neste ano em Jundiaí, ficando atrás apenas da Vila Comercial (117), Jardim Florestal (27), Vila Hortolândia (18) e Jardim Tulipas (15).

Em Jundiaí, só este ano foram registrados 388 casos de dengue, sendo 317 autóctones e 71 importados.

No bairro da Vila Rami, porém, os moradores tomam cuidado para evitar a água parada, onde os mosquitos Aedes aegypti se reproduzem, mas, mesmo assim, alguns pontos das ruas e praças têm represamento de água, o que pode ser perigoso.

Zoraide Quiessi, de 80 anos, é moradora do bairro e diz que toma cuidado sempre para evitar a água parada. "Todas as minhas plantas estão sem o pratinho. Não tem nenhum ponto de água parada na minha casa, estou sempre de olho. A turma fala das casas, mas na rua vive com água parada, ali na valeta acumula sempre", diz ela apontando para o local onde a água escorre na rua.

Próximo dali, Marlene Aparecida Praxedes, de 53 anos, conta que sempre limpa a casa e a rua para evitar o mosquito. "A gente não deixa água parada. Todas as plantas estão sem pratinho nos vasos, limpamos a caixa d'água sempre. Se a gente vê pneu na rua, já tira, limpo a calçada sempre. Tem uma casa ali que o dono não cuida e o pessoal joga lixo na frente, aí a gente limpa, junta tudo em um cantinho, recolhe. Ontem mesmo minha irmã limpou."

Já Jonas Domingues, de 68 anos, fala que alguns vizinhos não cuidam muito do quintal. "O único lugar na minha casa que poderia acumular mais água é a calha, que eu limpo, mas é alto, então quase não cai folha. Não deixo nada no meu quintal que acumule água. Moro aqui faz 43 anos e não tenho nem picada de pernilongo."

Domingues conta que também tem um terreno no bairro, mas sempre paga para que seja limpo, entre outras medidas. "Junto material reciclável e deixo em local coberto. No dia da coleta, coloco na rua. Pego saco para juntar em Louveira, tenho uma chácara lá e a prefeitura dá sacos grandes, acho que é um incentivo para a população, vou até sugerir para Jundiaí pelo 156."

Brincando, ele lembra que a situação já é perigosa o bastante. "Era só o que faltava, a gente estar no meio de uma pandemia que está no mundo todo e morrer de dengue."

NÚMEROS

No último mês, agosto, Jundiaí não registrou nenhum caso de dengue. Ainda assim, este ano já tem cerca de 330% mais casos que o mesmo período do ano passado, os oito primeiros meses do ano.

O auge de registros ocorreu em abril, quando Jundiaí teve 188 casos, 158 autóctones e 30 importados.

(Nathália Sousa)

 


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