Jundiaí

Setor moveleiro registra aumento de até 40%

MÓVEIS EM ALTA A procura por móveis planejados está cada vez maior no mercado jundiaiense


Alexandre Martins
Marco Aurélio afirma que registrou aumento de até 20% nas demandas
Crédito: Alexandre Martins

Em Jundiaí, a demanda pelo mercado de móveis, entre planejados e materiais para construção, segue em alta. Comerciantes ressaltam o crescimento do setor, chegando a registrar aumento de até 40% na procura pelos serviços na cidade.

No setor, os moveis planejados têm ganhado cada vez mais destaque. Paulo André Marietti, sócio-proprietário de uma marcenaria chegou a registrar aumento de 40% nas vendas. "Notamos que a procura pelos móveis sob medida, principalmente para casas, cresceu significativamente, mas o serviço como um todo também está em alta, há muitas reformas ocorrendo, por exemplo", afirma.

Para Marietti, o crescimento teve início na metade de 2020. "Após o susto do começo da pandemia, muitas pessoas trocaram seus apartamento por casas mais espaçosas e confortáveis, aumentando a procura por nossos serviços, em torno de 30% a 40%", diz.

O marceneiro trabalha com móveis de alto padrão e, normalmente, para preencher a casa inteira, mas destaca que as cozinhas e áreas gourmet são as mais procuradas. "Chegamos a contratar mais funcionários, acrescentamos cerca de 50% a mais, desde o setor de vendas até os montadores", completa.

Em nível nacional, a produção moveleira somou crescimento de 31,7% no acumulado do primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período no ano passado, de acordo com o relatório da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel).

Em relação à empregabilidade, houve um aumento de 7,4% no volume de vagas ocupadas na indústria de móveis no acumulado do primeiro semestre de 2021, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

MATÉRIA-PRIMA

Segundo Marco Aurélio, gestor de vendas de uma loja de matéria prima para a confecção de móveis, o estabelecimento registrou um aumento em torno de 15% a 20% de demanda. "Acredito que foi devido o aquecimento do setor da construção civil e o grande volume de obras na região de Jundiaí. Durante a pandemia, as pessoas passaram mais tempo em casa e viram a necessidade de fazer reformas e mudanças nos ambientes de suas residências", comenta.

Aurélio afirma que, praticamente, toda a linha do setor moveleiro está em alta. "Nossos produtos mais procurados são painéis, fitas de borda, colas, ferragens e produtos da linha de decoração como cadeiras e puxadores", conta.

Foi necessário adequar o quadro de funcionários por conta da alta procura pelos produtos. "Também estamos construindo, ao lado da loja, mais um galpão, assim, poderemos atender nossos clientes com maior agilidade e com uma variedade maior de produtos", ressalta.

RÚSTICOS

Segundo Bruna Cristina Orsolon Cerasuolo, sócia-proprietária de uma montadora de móveis rústicos, a demanda pelos serviços deu uma caída. "No começo da pandemia estávamos vendendo bem, principalmente por conta da internet, já que não temos uma loja física. Mas agora, com essa inflação, as pessoas deram uma diminuída nos gastos", pontua.

Bruna afirma que os altos custos de produção também estão atrapalhando os negócios. "Toda semana a matéria prima muda de preço, como a madeira e o verniz. Nós seguramos ao máximo para não repassar aos clientes", explica.

Por ser um trabalho familiar, a produção é realizada em um espaço dentro da residência de Bruna. "Fazemos móveis rústicos em geral, conforme os pedidos por encomenda, porta condimentos, bancos, floreiras, jardim vertical, balcão para lojas, rack, entre outros produtos. Trabalhamos com dois tipos de madeira, de pinus e de eucalipto", conta.


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