Jundiaí

Meninas apostam no tênis profissional

Jovens atletas realizam rígidas rotinas de treinos e sonham com a Olimpíada


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Ana Candiotto é convocada para a seleção brasileira desde os 12 anos
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Os Jogos Olímpicos de Tóquio foram um marco para a história do tênis brasileiro, com a conquista da primeira medalha olímpica no esporte, pelas mãos de Laura Pigossi e Luisa Stefani, trazendo o bronze para casa. E, para que este pódio não seja único, jovens e confiantes atletas realizam rígidas rotinas de treinos, mantendo-se focadas nas competições e mirando grandes objetivos para suas carreiras no esporte.

É nesse espírito que Bruna Soares Melato, de 15 anos, se prepara todos os dias, melhorando cada vez mais seu desempenho. "Treino de segunda a sexta, durante três horas, vou para a escola na parte da manhã e de tarde fico no clube", afirma.

Bruna tem a meta de se profissionalizar como tenista e disputar competições de alto nível. "Um dos grandes objetivos é representar o Brasil em uma Olimpíada. Já para ano que vem, espero conseguir viajar para a Europa e jogar alguns torneios de lá", conta.

A jovem tenista começou no esporte com sete anos, por influência de seu irmão mais velho. "Depois da primeira experiência no esporte, me apaixonei e continuei até os dias de hoje. Minha primeira competição foi aos nove anos, dentro da antiga academia que treinava", comenta.

Apesar da pouca idade, Bruna já participou de inúmeras competições, conquistando, pelo menos, dez pódios entre primeiro, segundo e terceiro lugares. "A mais recente foi há duas semanas, em que fui vice-campeã no campeonato de Serra Negra. As próximas acontecerão em Santa Catarina, num circuito da Federação Internacional de Tênis. Estou ansiosa, animada e confiante", ressalta.

Bruna é federada na Federação Paulista de Tênis (FPT), na Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e na Federação Internacional de Tênis (IFT). "Já fui para a Flórida, EUA, ficar uma semana treinando. As maiores competições que participei foram a Copa São Paulo e o Brasileiro, tanto no simples (individual), quanto em duplas. Hoje, estou competindo na categoria até os 18 anos", pontua.

Aos 17 anos, Ana Candiotto já participou de incontáveis torneios nacionais e internacionais, conquistando muitos pódios, desde a categoria para atletas de até 10 anos. "A primeira que me marcou mesmo, foi aos 9 anos, na Copa Guga, do Gustavo Kuerten, em Florianópolis, na qual fui campeã. Além dessa, também fiquei em primeira nas principais competições do Brasil, como a Banana Bowl, Copa Gerdau, Copa São Paulo, Copa Santa Catarina e Copa Kirmayr, no simples ou em duplas", conta.

Ana compete pela categoria 'ITF-Juniors", até os 18 anos e em 2021, foi campeã de simples na Guatemala, em El Salvador e vice-campeã de simples no Cairo, Egito.

Há poucos dias, Ana foi convocada para a seleção brasileira na disputa dos Jogos Pan-americanos Júnior, na Colômbia. "Minha primeira convocação para a seleção brasileira foi aos 12 anos, para jogar o sul-americano na Bolívia e, no mesmo ano, também joguei o Mundial de Tênis, no Canadá. Aos 14, fui novamente para a seleção, disputar o sul-americano no Equador. E com 15, participei da seleção no 'IC ROD LAVER South American Junior Challenge', no Brasil", pontua.

Atualmente, Ana está morando em um Centro de Treinamento de Barueri, treinando de segunda a sexta e, às vezes, aos sábados. "Minha rotina é bem puxada e corrida, começo 8h da manhã, faço uma hora de aquecimento e alongamento, depois vou para a quadra, em seguida como alguma coisa e vou fazer preparação física até a hora do almoço. Na parte da tarde, revezo entre quadra e físico até o jantar e depois de tudo, estudo por EAD, que faço desde o primeiro ano do ensino médio, independente da pandemia, justamente para conseguir conciliar com o esporte", explica.

Ana é bolsista de um projeto da Rede Tênis Brasil, que fornece a moradia, o CT e todo apoio para os treinamentos e as viagens. "Acho que fui bem-sucedida como juvenil. Tenho mais um ano para jogar na categoria até os 18 anos. Então, para o ano que vem, quero conseguir ranking suficiente para jogar os quatro Grand Slams Juvenis: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. Depois, quero tentar o profissional e quem sabe, uma Olimpíada", afirma.

(Lucas Hideo)

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