Jundiaí

Escolas de samba se preparam para volta dos ensaios presenciais


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A previsão é que as escolas de samba comecem os ensaios em outubro
Crédito: ARQUIVO JJ

De olho no Carnaval de 2022 e na volta dos ensaios de baterias das escolas de samba da capital paulista, as agremiações de Jundiaí se animam com a possibilidade de retorno presencial para o mês de outubro, mas tudo depende da liberação oficial.

Apesar de muitos equipamentos culturais já terem sido reabertos pela Unidade de Gestão de Cultura (UGC), a retomada de grandes eventos como o Carnaval depende das definições das autoridades sanitárias, do Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) e do Plano São Paulo.

O presidente da Liga Jundiaiense das Escolas de Samba (Lijunes), Sérgio Aguiar, diz que aguarda a liberação oficial para os ensaios. "Estamos aguardando a liberação para os ensaios presenciais e quais os protocolos a serem seguidos, mas a ideia é iniciar esse retorno no começo de outubro e exigir comprovante de vacinação", diz.

Apesar da pandemia, as escolas já têm história e samba-enredo definidos. "Toda a parte de organização foi feita com reuniões on-line. Já foram feitas apresentações de samba-enredo, a documentação está em dia e o trabalho foi adiantado. Nós não ficamos parados, apenas estávamos aguardando o restante do processo que precisa ser presencial", explica.

A previsão de retorno é gradual. "Com a parte da organização pronta, agora é seguir para a prática do Carnaval. Os ensaios com baterias começarão assim que forem liberados. A prioridade agora são os figurinos e alegorias, já que um carro alegórico pode demorar até três meses para ficar pronto. Estamos no limite", aponta Aguiar.

EXPECTATIVA E CORRERIA

O presidente e Diretor de Bateria da União da Vila Rio Branco, Edison Luiz Pereira, conhecido como Zé Prego, diz que a escola já está se preparando. "Estamos retomando projetos de escolinhas de bateria, workshops de samba e organizando a quadra para que tenha bastante espaço livre quando os ensaios forem liberados", explica.

A ideia é se adequar à pandemia sem perder o samba no pé. "Enquanto não recebemos a permissão, vamos nos ajeitando e trabalhando. A União da Vila está empolgada com a possibilidade de ensaios e de existir Carnaval ano que vem", afirma Zé Prego.

Fernando Tadeu Sodelli, presidente da Arco-Íris Acadêmicos do Samba, ressalta que as escolas aguardam pronunciamento da UGC. "Ainda não há nada certo, terão reuniões para saber do retorno dos ensaios. Se tiver Carnaval, teremos que correr contra o tempo para aprontar tudo nos poucos meses que temos", diz.

(Giovana Viveiros)


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