Jundiaí

EAD amplia opções e empregabilidade

REMOTAMENTE Obrigatório na pandemia, o ensino a distância já era rotina de quem estuda e trabalha


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Paloma Scarpino foi contratada e promovida pela empresa na qual trabalha graças à faculdade que faz
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A pandemia acelerou alguns processos, principalmente a digitalização de diversas tarefas. A educação, sendo essencial, não pôde parar, então foi uma das áreas que precisaram se adaptar ao distanciamento. Assim, o ensino a distância tornou-se obrigatório para todos e hoje faz parte da rotina de estudantes. Se antes havia preconceito em relação ao EAD, a pandemia acabou com esta diferença.

No entanto, há quem já utilizasse essa modalidade para realizar o sonho da graduação. O ensino a distância (EAD) fez muita gente torcer o nariz no início, mas prova-se eficaz na proposta e é a única opção viável para muitas pessoas, principalmente as que já trabalham e buscam oportunidade de crescer na carreira.

Segundo a supervisora de recrutamento e seleção da agência Nova RH, Carla Moraes, a diferença na modalidade de ensino já não existe. "Atualmente, principalmente em tempos de pandemia, não há diferença entre os profissionais que realizam ou realizaram a graduação EAD. O que é mais levado em conta são as habilidades e expertises dos profissionais."

Ela explica que o profissional que já trabalha em busca no EAD uma forma de se profissionalizar é sempre bem visto dentro de empresas. "As empresas, com certeza, valorizam os profissionais que buscam por desenvolvimento acadêmico. Estudar enquanto trabalha ajuda o profissional, pois ele passa a aplicar seus conhecimentos teóricos na prática", afirma.

OPORTUNIDADE

Gislaine Silva, de 25 anos, e Paloma Scarpino, também de 25, têm algo em comum. Ambas estão no último semestre de uma faculdade EAD na Unopar de Jundiaí e já trabalham nas respectivas áreas de formação. Gislaine cursa administração e atua como assistente comercial em uma empresa.

"Consegui ser promovida no meu antigo trabalho e foi por causa da faculdade. Estou na experiência ainda, mas acredito que a faculdade possa me ajudar no meu trabalho atual, ou para um trabalho futuro também. Mesmo se um dia eu queira abrir um negócio meu, tenho certeza de que a administração vai me ajudar", diz ela.

Gislaine optou pelo formato principalmente por ser mais barato que o regime presencial. "Inicialmente, escolhi EAD pelo valor. Não queria começar presencial e precisar trancar por não conseguir pagar. E no EAD também consigo organizar meus horários para estudar."

Ela também credita ao ensino a distância o término da faculdade em breve. "Acredito que eu não estaria terminando a faculdade, talvez deixasse mais para frente, com medo de começar o curso presencial e não conseguir terminar ou precisar trancar. Fiquei um ano desempregada e não ia conseguir pagar."

Já Paloma, que cursa ciências contábeis e trabalha como analista financeiro, foi contratada e promovida em razão da graduação. "Trabalhava em uma farmácia e consegui um estágio na empresa que estou hoje. Fui promovida para auxiliar financeiro e agora sou analista financeiro. Estou no último semestre da faculdade. Espero continuar me desenvolvendo no meu trabalho e pretendo fazer uma pós na área."

Para Paloma, o valor do curso também foi fundamental. "O ponto principal para optar pelo EAD foi o preço e a faculdade em si. Fiz uma pesquisa na Região e tinha iniciado uma faculdade presencial, mas optei pelo EAD por me sentir segura com a instituição e pelo valor do curso ser metade do presencial. Foi bom também pela logística. Sou casada e temos só um carro, então não preciso sair de novo depois do trabalho. Não precisei mudar completamente a rotina."

Ela acredita que o preconceito acerca do ensino remoto foi desmistificado na pandemia. "Acho que a pandemia ajudou bastante. Tinha preconceito, as pessoas achavam que EAD não dava certo, mas foi obrigatório na pandemia. O EAD é mais desafiador, você tem que ter sua disciplina e acho que essa questão é boa."

NOVAMENTE

Para quem faz ou fez a graduação em EAD, a opção é completamente viável e ajuda na carreira. Este é o caso de Vitor Begosso, de 40 anos, que trabalha como supervisor comercial na Unopar, instituição na qual ele cursou uma faculdade EAD e hoje faz pós-graduação, também remotamente. Ele diz que a necessidade de fazer seu MBA (da sigla em inglês Master in Business Administration) em EAD surgiu por querer se aprimorar mais, mas não ter tanto tempo.

"Sou casado, tenho filhos e trabalho das 13h às 21h, mas tenho um outro negócio, estou abrindo uma empresa e me dedico no período da manhã. Pensei em fazer a pós-graduação EAD primeiro pela necessidade. Já não sou um menino e precisava me atualizar, e fazer algo também com um bom custo-benefício", explica.

Begosso diz que a especialização é mais exigida a cada dia e geralmente quem busca uma pós-graduação já está no mercado de trabalho. "As empresas estão mais segmentadas a cada dia. Dentro de setores há diversas tarefas específicas. Estão criando novos processos para facilitar o trabalho e também diminuir contingente. A pós dá direcionamento em uma função ou ajuda a mudar de área. No EAD, a pós acaba facilitando, porque às vezes são aulas só duas ou três vezes por semana."

Sobre o preconceito com este tipo de ensino, ele percebe que a pandemia ajudou a mudar este ponto. "Acho que existia um estigma muito grande em relação ao EAD, as pessoas não sabiam sobre o processo, a certificação e a aceitação no mercado de trabalho. Quando comecei a fazer o curso, pensei se valeria a pena. Com o tempo, a pandemia, vi que isso está sendo desmistificado, mas a qualidade depende de uma estrutura. Já fiz curso presencial e achei o EAD até mais complicado, pelo fato de você precisar se organizar para estudar."


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