Jundiaí

Com inflação em alta, gastos devem ser revistos

ECONOMIA O Banco Central diz que a probabilidade de a inflação superar a meta deste ano é de 100%


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Larissa Godoy sente dificuldades com o aumento excessivo dos preços
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A estimativa do aumento da inflação de 5,8% para 8,5%, segundo o Banco Central, irá impactar diretamente famílias e comerciantes com a alta nos preços das mercadorias, em especial, combustível e alimentos.

A probabilidade de a inflação superar o teto da meta de 5,25% para este ano passou de 74% para 100%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com o educador financeiro Filipe Pires, a alta de preços está ancorada com o aumento de liquidez na economia e a desvalorização do real em relação ao dólar. "Aumentar a taxa de juros vem pressionando a manutenção do dólar a patamares mais elevados, atingindo produtos os quais possuem componentes e insumos dolarizados, como também o preço dos importados", afirma.

Segundo Pires, o impacto é sentido em todos os âmbitos, desde o maior gasto com combustíveis ao momento de lazer com a alta de alimentos e bebidas. "Apesar de todos estarem sentindo os impactos da inflação, a faixa da população com menor renda que sofre mais para sustentar a manutenção dos itens básicos no orçamento mensal", explica o professor.

Os setores mais impactados com a alta da inflação são produtos importados ou com maior participação de insumos dolarizados, como combustível, automotivo, bens duráveis, entre outros. "Os alimentos e commodities agrícolas sofrem em sua produção, porém também tem seus preços aumentados por se tornarem mais baratos ao consumidor externo com a depreciação do real e consequente aumento da exportação".

A auxiliar de recrutamento, Larissa Godoy, de 32 anos, está sentindo na pele as dificuldades que o aumento da inflação e a alta dos preços têm causado. Para ela, a principal dificuldade tem sido arcar com os custos do aluguel do seu imóvel. "Meu aluguel aumentou 30% no último mês, eu e meu marido estamos sentindo muitas dificuldades para lidar com os gastos excessivos", afirma a auxiliar.

Além do aumento no preço do aluguel, Larissa faz as contas para economizar nas compras semanais no mercado e abastecer o carro. "Até tento economizar, mas com os preços lá em cima fica muito complicado, vou ao mercado com R$ 100 e volto com duas sacolas na mão, abasteço R$ 50 e dura menos de um dia", relata Larissa Godoy.

ESTRATÉGIAS

Para Filipe Pires, existem algumas estratégias para evitar o gasto excessivo e viabilizar a economia nesta situação. "A prioridade deve ser rever o orçamento familiar, baseando-se, primeiramente, em manter o consumo prioritário (moradia, educação, infraestrutura e alimentação básicas)", explica o educador financeiro.

A partir disso, traçar plano para suportar o necessário de menor prioridade à sobrevivência (internet, celular, automóvel, etc.) e buscar reduzir o consumo por impulso, também são boas estratégias para economizar durante a alta da inflação.


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