Jundiaí

Jovens arriscam e decidem abrir o próprio negócio pela internet

EMPREENDEDORISMO Enxergando as vantagens das redes sociais, jundiaienses apostam no e-commerce e investem em divulgação visando crescimento


                     ALEXANDRE MARTINS
Cindy Filadelfo já tem quase 8 mil seguidores no perfil on-line de sua loja
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com as vendas pela internet em alta, jovens de Jundiaí enxergam oportunidade para ingressar no empreendedorismo on-line e apostam todas as fichas em divulgação e bom atendimento ao cliente.

A empreendedora de 21 anos, Cindy Dayane Brandão Filadelfo, abriu sua loja on-line de roupas em julho de 2019, inspirada na avó, também vendedora de roupas. "Logo que completei 19 anos essa ideia de ter minha própria loja surgiu. Minha mãe me apoiou muito", diz.

No início houve indecisão sobre abrir uma loja física ou virtual. "Sempre tive muitas redes sociais e estive inserida no mundo digital. Além da loja on-line ser uma forma mais barata de abrir um negócio, pude divulgar em várias plataformas e alcançar mais clientes", explica.

A divulgação é essencial para engatar um negócio virtual. "Para mim as divulgações interativas são de maior retorno. Campanhas de descontos e sorteios fazem com que nosso alcance aumente e mais pessoas tenham acesso à loja", afirma Cindy.

A loja da jovem já atingiu quase 8 mil seguidores nas redes sociais. "Fiquei muito feliz e impressionada com o crescimento tão rápido. Tenho certeza de que, investindo adequadamente, vamos crescer mais ainda", diz.

O primeiro passo para empreender on-line é o mais difícil. "No começo vêm o medo e a insegurança, mas o importante é não desistir. O essencial é pensar além do produto e qual o diferencial dele. Uma vez que o cliente confia na loja, você vira a primeira opção dele", explica a jovem.

PERSISTÊNCIA

A estudante de enfermagem Amanda Furlaneto Teixeira, de 21 anos, abriu uma loja que imprime fotos em madeira e faz caixas e quadros personalizados. "Basta enviar a foto pelo WhatsApp ou e-mail. Eu faço a edição, a impressão da foto em uma gráfica e uso produtos que derretem a imagem na madeira. O processo leva cerca de 12h a 24h", diz a jovem.

A loja abriu faz um ano. "Eu estava desempregada e com a ansiedade um pouco atacada por conta da pandemia. Comecei a fazer esse trabalho para me distrair a cabeça e acabei apaixonada. A inspiração veio da minha mãe, que é professora e artesã", explica.

A jovem enxergou nas redes sociais uma oportunidade para abrir o negócio e fazê-lo crescer. "O Instagram em especial é um dos aplicativos mais famosos. A rede social é ótima para interagir e as chances de venda são maiores com a indicação, tráfego pago e parceria com influenciadores digitais", afirma.

Investir na empreitada virtual foi necessário. "Fiz apenas investimentos que cabiam no meu bolso e ainda estou no processo de crescimento. Além disso, o fundamental para aumentar o número de seguidores é a constância nas postagens e a humanização da marca", aponta Amanda.

Se manter ativo nas redes para impulsionar o negócio é um hábito desenvolvido com o tempo. "Às vezes sou um pouco tímida, mas é justo compartilhar que meus melhores momentos de venda são de fato aqueles em que consigo me manter presente e interagindo nas redes", reforça a jovem.

O detalhe é entregar não apenas um produto, mas uma experiência. "Prezo pela embalagem, uso aromas, mimos, carimbos. Também trabalho com verniz ecológico e madeiras de reflorestamento, agindo de forma consciente com os clientes e com o meio ambiente", diz.

Amanda não imaginava que a loja seria um sucesso. "Pensei que apenas família e amigos comprariam, mas é uma honra dizer que o meu trabalho está em várias casas. O importante é não desistir e estar ciente que essa presença assídua nas redes é essencial. Se você está com medo, vai com medo mesmo", aconselha.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: