Jundiaí

Comércio nos condomínios reforça renda extra para empreendedores

Venda de produtos caseiros está crescendo cada vez mais por conta da pandemia


ARQUIVO PESSOAL
Júlia de Freitas Restino comercializa doces caseiros
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A comercialização de produtos caseiros está crescendo cada vez mais dentro dos condomínios de Jundiaí, principalmente por conta do período de isolamento social. Os moradores aproveitam de suas criatividades e das vantagens do 'boca a boca' para garantir renda extra.

A pedagoga Júlia de Freitas Restino vende produtos caseiros no condomínio onde mora, na Vila Hortolândia, e nas feiras de outros condomínios de Jundiaí. Dos brownies aos geladinhos gourmets, o comércio interno tem feito a diferença.

"Preparo tudo no fogão de casa mesmo. Comecei a fazer doces para fora e fui inovando quando percebi era isto que queria para minha vida. Em 2019 investi de vez nos meus produtos e atualmente estou colhendo bons frutos, conto até com um trailer para me ajudar", comenta.

Entre tantos benefícios de se comercializar dentro dos condomínios, Júlia destaca a proximidade que cria com os clientes. "Os laços acabam sendo mais fortes e muitas vezes se tornam clientes fixos. Além disso, traz mais segurança do que ficar vendendo no meio da rua", pontua.

Contando com a ajuda de sua mãe Ana Lúcia, o estudante Filipe Vale vende marmitas no condomínio onde moram, na Colônia. "Começamos no final de 2019 e fazíamos somente aos sábados, uma feijoada 'light', receita do meu padrasto, sem algumas partes do porco, como as orelhas e a língua", conta.

Os vizinhos foram experimentando e gostando das marmitas, assim, no 'boca a boca', as vendas da família foram aumentando. "Com a chegada da pandemia, eu acabei ficando desempregado e meu padrasto veio a falecer, então tivemos que correr atrás para não passar aperto e começamos a fazer as marmitas durante a semana", explica.

Filipe e Ana vendem as marmitas de segunda a sábado. "Tem dois tamanhos, a média custa R$ 16 e a grande sai por R$ 19. Por enquanto, nossa divulgação está mais pelo 'boca a boca' dos clientes e pelo grupo de WhatsApp do condomínio", comenta.

De acordo com Filipe, o cardápio conta com uma mistura diferente por dia. "A produção é totalmente caseira, como uma boa comida de mãe. Atualmente, a procura está muito boa, vendemos em torno de 20 marmitas por dia. Estamos conseguindo pagar as contas de casa com essa renda", ressalta.

O empreendedor afirma que há muita praticidade em vender no condomínio. "Além de entregarmos na porta das pessoas, tem a questão da pontualidade, sempre no horário agendado e bem quentinho", conta.

(Lucas Hideo)

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Júlia: @docecarruagem

Filipe: @fsvale

 


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