Jundiaí

Assim como carros, acessórios e autopeças têm vendas baixas

VEÍCULOS A compra destes produtos fica limitada apenas ao necessário, já que os preços subiram bastante e são impeditivo


                                    ALEXANDRE MARTINS
Vendedor de loja de acessórios automotivos na Vila Arens, Gabriel Gonçalves, diz que clientes não investem em grandes orçamentos
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Praticamente todos os setores de produção foram impactados durante a pandemia e com as autopeças e acessórios automotivos não foi diferente. Os lojistas tiveram queda nas vendas e, com o aumento de preço dos produtos, os clientes adquirem apenas o que é essencial ocasionando a queda nas vendas.

Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) apontam que o faturamento do setor caiu 85,5% em abril de 2020, no início da pandemia. No entanto, já no meio de 2020, entre julho e agosto, o faturamento apresentou reação e cresceu 18,2%. Já neste ano, a retomada continua, e o Sindipeças espera que o faturamento cresça 25,2% em relação a 2020.

O vendedor em uma loja de acessórios automotivos na Vila Arens, Gabriel Gonçalves, neste ano houve um ligeiro aumento, mas os clientes compram apenas o necessário. "Compram mais lâmpada quebrada, retrovisor, dificilmente vêm colocar bagageiro, suporte de bicicleta. Antigamente, já era assim, mas tinha mais procura desses itens, principalmente em fim de ano."

Segundo ele, os preços subiram bastante e acabam afugentando clientes. "Muitos acabam fazendo orçamento, mas não compram. Ano passado, quando era necessário, acabavam fazendo a troca, mas dependendo do produto, viam o preço e não compravam. Teve produto que aumentou bastante, todos os relacionados a plástico, borracha, alumínio, então calota, rack de teto, tudo subiu."

Proprietário de uma loja de acessórios automotivos, também na Vila Arens, Aloísio Prandini, explica que muitos produtos são supérfluos, então as pessoas postergam trocas, mesmo quando seria preciso. "Estamos com venda reduzida, caiu na metade do que eu vendia há dois anos. O preço subiu muito. Tem coisa importada e o salário não acompanha, mas essa alta acontece no mundo todo, tenho uma filha na Turquia que também está nesse ramo e está a mesma coisa."

Itens de lataria subiram mais. Segundo Prandini, a pessoa está protelando trocas de acessórios. "Como estou há 56 anos no ramo, vendo muitos acessórios para carros antigos, mas as pessoas estão gastando pouco. Antena de rádio é acessório, se quebra, pode ficar sem, calha de chuva também, só torce para não chover, mas espelho, se arrebenta, não pode dirigir sem", diz ele sobre as prioridades de compra, que giram exclusivamente em torno da essencialidade atualmente.

PEÇAS

Proprietária de uma loja de autopeças, Letícia Rosa fala que as vendas vêm oscilando atualmente, mas no início da pandemia chegaram a cair entre 60% e 70%. "Aqui tem mais peça de conserto e deu uma caída nas vendas. Neste ano, tem mês que melhora, outros estão sendo fracos, mas melhorou um pouco com relação ao ano passado. Acredito que quem compre peça hoje seja mais para revisão mesmo ou quando dá algum problema, aí leva no mecânico e precisa arrumar."

Letícia diz que houve muito reajuste e até embalagens influenciaram bastante nos preços. "As peças subiram demais. Óleo de motor foi um dos que mais subiram. Óleo de motor usa plástico nas embalagens, então os fornecedores não conseguiam embalar o produto, por isso, o preço subiu bastante. O pessoal questiona, mas sabem que tudo está subindo, então acabam entendendo. É igual no mercado, hoje está um preço, mas na outra semana já está outro. No começo da pandemia, teve falta de matéria-prima, como plástico."

 


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