Jundiaí

Organizadores dos blocos de rua ressaltam as incertezas de 2022

CARNAVAL Alguns blocos carnavalescos se organizam para terem verbas para a organização das festividades, apesar de ainda não haver anúncio oficial


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Segundo o bloco Afro Kekerê, o Carnaval de 2022 depende da decisão do Aglomerado Urbano de Jundiaí
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As incertezas sobre o Carnaval de 2022 está prejudicando a organização e preparação dos blocos de rua de Jundiaí. Alguns representantes afirmam que já se programam para arrecadar verbas para colocar o bloco na rua, mas ainda aguardam anúncios oficiais para saber se haverá Carnaval.

Procurada, a Prefeitura de Jundiaí informou que mantém diálogo com os municípios da região e com as agremiações carnavalescas para tratar conjuntamente das questões que envolvem o Carnaval 2022. Neste momento, de acordo com as autoridades de saúde local, quaisquer definições sobre a realização do evento são consideradas prematuras, uma vez que a pandemia ainda não acabou e requer contínuo esforço de monitoramento.

BLOCOS

Para Gisela Andrade Vieira, diretora do bloco Refogado do Sandi, um dos mais tradicionais de Jundiaí, diz que por enquanto a prudência é o que manda. "Confesso que a vontade é grande para retomarmos as festas e a 'Folia do Momo', além de nossos eventos realizados, normalmente, a partir de agosto de todo ano, mas a responsabilidade também é enorme frente a esse vírus tenebroso e que ainda nos assombra. Assim, estou aguardando um pouco mais para uma tomada de decisão", diz Gisela.

De acordo com Vanderlei Victorino, diretor artístico e cultural do bloco Afro Kekerê, o Carnaval de 2022 depende do retrocesso da pandemia e do avanço da vacinação. "O bloco aguarda a decisão da reunião do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) para qualquer decisão. Tivemos uma reunião com os gestores e secretários de Cultura, Saúde e Vigilância Epidemiológica do AUJ para ver as possibilidades da realização ou não do Carnaval 2022, porém, ainda não sabemos o resultado dessa reunião", conta.

A organização do bloco irá vender feijoadas, no modelo de 'drive thru', para arrecadar verbas. Victorino afirma que não é uma questão de acreditar ou não se haverá o Carnaval em 2022, é uma questão científica. "O povo imunizado é igual ao povo celebrando a vida. Sem imunização não teremos Carnaval", diz.

Segundo Rodrigo Alves, um dos organizadores do bloco Galo Doido, não há nada definido para 2022. "O bloco tem como base a torcida do Paulista, que faz a apresentação da bateria e sempre com o concurso de musa, rainha e princesa, mas para o próximo ano não temos nada certo devido as restrições da pandemia. Estamos aguardando os protocolos, isso se houver os blocos de rua", comenta.

Henrique Parra Parra, do Carne Com Queijo, afirma que ainda não há nada sendo preparado. Por ser um bloco pequeno, não há muitos gastos. "Podemos começar a organização do bloco mais próximo do Carnaval, então estamos apenas observando o cenário da pandemia, mas claro no aguardo da decisão dos órgãos oficiais para depois tomarmos uma decisão. É importante que a prefeitura estabeleça um planejamento com antecedência", diz.

De acordo com Val Júnior, diretor e fundador do Chupa que é de Uva, alguns eventos estão sendo organizadores para arrecadar fundos para um dos blocos mais tradicionais de Jundiaí. "Serão três eventos com música popular brasileira, com encontros pequenos em bares de Jundiaí, mas ainda não sabemos se teremos ou não as festividades em 2022, por enquanto, ninguém entrou em contato com a gente", pontua.

A Prefeitura de São Paulo anunciou que os blocos paulistanos poderão fazer inscrições a partir do próximo dia 15 para o Carnaval do ano que vem. A gestão Ricardo Nunes (MDB) estima em 15 milhões o número de pessoas para as festas de rua em 2022. As inscrições vão até 5 de novembro.

 


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