Jundiaí

Em Jundiaí, preço do botijão de gás varia 18%

REAJUSTE Em pesquisa feita com distribuidoras do município, os valores variam entre R$ 93 a R$ 110


                  ALEXANDRE MARTINS
Na Vila Arens, o botijão pode ser encontrado por R$ 96, e houve queda de vendas em setembro, segundo Vinícius Rocca Garcia
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com reajuste de 1,5% no gás de cozinha proposto em setembro, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do botijão de gás de 13 quilos subiu para R$ 98,33. Em Jundiaí, este preço varia 18% nas distribuidoras.

Em pesquisa feita pela equipe de reportagem do JJ junto aos distribuidores de botijão de gás do município, os valores variam entre R$ 93 a R$ 110, entre alguns bairros como Vila Hortolândia, Santa Gertrudes e Ponte São João.

Na Vila Arens, o botijão pode ser encontrado por R$ 96, segundo o funcionário de uma distribuidora do bairro, Vinícius Rocca Garcia. Para ele, o reajuste foi o principal motivo da procura diminuir no mês de setembro. "Na semana do reajuste eu percebi uma leve queda nas vendas dos botijões, mas neste mês já foi recuperado o movimento ideal e espero que as vendas continuem crescendo", afirma Garcia.

Segundo ele, a maior parte das vendas é para domicílio. "A grande procura pelos botijões é para casas e apartamentos, quando a loja recebe pedidos de comércios e restaurantes geralmente eles optam pelo botijão de 45 quilos, que sai por R$ 388", explica o funcionário.

O funcionário de uma lanchonete na Vila Arens, Arthur Santos Sousa, utiliza o gás de cozinha diariamente para preparar os salgados do estabelecimento. De acordo com ele, o aumento constante no preço do botijão fez com que sua família adotasse estratégias para economizar. "Em casa somos em três e utilizamos o gás de cozinha diariamente tanto para a lanchonete quanto para a cozinha de casa. Começamos a pesquisar os melhores preços em diferentes distribuidoras para economizar ao máximo", explica Sousa.

CONSUMO

O funcionário faz a compra do botijão mensalmente e para tentar aliviar os gastos começou a utilizar outros equipamentos na cozinha. "Comecei a utilizar mais o forno elétrico para alguns preparos e diminuir o consumo do fogão convencional", afirma Arthur Sousa.

O funcionário de uma distribuidora no bairro Jardim Trevo, Déric dos Santos, disse que as vendas diminuíram em 20% no final do mês passado. "Fechamos o último mês com um registro de queda de 200 botijões de gás, foi um prejuízo bem grande e esperamos recuperar ainda em outubro", afirma o funcionário.

De acordo com Déric, o motivo pela queda das vendas tem sido a tentativa das pessoas em economizar. "Muitos clientes da loja pararam de comprar botijões de gás, pois optaram por equipamentos que não utilizam gás, como fogões elétricos, churrasqueiras e fogão a lenha", afirma dos Santos.

Segundo o funcionário, novos reajustes serão realizados ainda neste ano e o preço tende a subir ainda mais. "É esperado mais uns dois reajustes até o final do ano. Desde janeiro o valor do botijão já subiu mais de R$ 15 e deve subir ainda mais até dezembro", diz.

REAJUSTE

Mesmo sem a Petrobras aumentar o preço do produto nas suas refinarias desde o início de julho, a alta atingiu 5% até o último reajuste, segundo dados divulgados neste sábado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A elevação de preço se deve a um aumento de 7% feito pelas distribuidoras por causa do dissídio salarial da categoria em setembro.

 


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