Jundiaí

Métodos que priorizam a entrega têm garantido a venda de pizzas

Em tempos de pandemia e crise econômica, comerciantes precisaram se reinventar


                      ALEXANDRE MARTINS
Gilmar Ramalho diz que os pedidos têm saído mais via WhatsApp
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Em tempos de pandemia e crise econômica, os comerciantes e empreendedores precisaram se reinventar para não perder a clientela e, melhor ainda, atrair mais público. E novidades não faltaram, inclusive levar o produto até a porta do cliente, mesmo que ele não tenha encomendado.

Foi pensando na praticidade que o motoboy e dono de lavacar Elvis Camargo, mais conhecido como 'Gordinho da Pizza', começou a revender pizzas. Ele compra de uma pizzaria e passa pelas ruas de Várzea Paulista buzinando e anunciando 'olha a pizza do gordinho'.

"Vendi mais pizza na crise do que vendia antes e foi o que me segurou. Estava com dívida, agora estou bem."

Ele diz que as vendas são boas porque tem muitos clientes e amigos. "Chego a tirar R$ 350, R$ 400 na noite. Os caras começam a vender assim e desanimam se não vendem bem no começo. Os clientes têm medo do que você está vendendo, tem que fazer amizade. Tenho cliente vip que eu pago a pizza e depois recebo. Tenho um grupo no WhatsApp com 200 pessoas e estou para montar outro. Saio vendendo, o pessoal já me liga para eu ir levar na casa deles. Tem cliente que só compra de mim.

Segundo o próprio Elvis, ele tem o dom das vendas, negocia uma pizza a R$ 25 e seis a R$ 120. Ele garante que vende pelo menos uma bolsa toda quando sai. Se diz abençoado com o dom das vendas, por isso se comove e até promove ações de caridade, como "retribuição". "Faço promessa, quando vendo bem, pego cinco pizzas e dou para os moradores de rua quando volto para casa", diz ele, que reside no Centro.

SEM APP

Gerente da Pizza Più, Gilmar Ramalho conta que as vendas ainda não estão altas, mas o WhatsApp tem sido um aliado. "Por incrível que pareça, temos mais movimento pelo WhatsApp do que por aplicativo. As pessoas costumam pedir direto para nós. Até 21h, principalmente de fim de semana, o aplicativo ainda toca, mas, depois das 21h, não sai nada. Neste fim de semana vai ter protesto dos aplicativos. O motoboy que trabalha conosco pode fazer o protesto do aplicativo, mas ainda dá para vender pelo WhatsApp."

Ele diz que no salão também não há consumo expressivo porque as pessoas preferem espaços maiores. "O nosso espaço não é grande, é mais familiar, mas as pessoas gostam mais de espaços grandes, que têm opções de drinques. Os clientes gostam muito da nossa pizza, mas nem todos nos conhecem. Geralmente quem vem comer aqui é de outra cidade da Região e vem conhecer. Ano passado, setembro foi o melhor mês. Neste ano, agosto e setembro foram os piores meses."

(Nathália Sousa)

 


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