Jundiaí

Volta obrigatória às aulas presenciais divide opiniões

ESCOLA As aulas voltam com o arrefecimento da pandemia, mas com o vírus ainda está em circulação


                             ALEXANDRE MARTINS
Aline Santana diz que os filhos, Enzo e Gabriel, continuarão no presencial
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O retorno às aulas 100% presenciais nas escolas do ensino básico, estaduais, municipais e particulares em todo o estado a partir da próxima segunda (18), conforme anúncio recente do governo do Estado, dividiu opiniões. Em Jundiaí, alguns pais relatam apreensão, mesmo com as regras de distanciamento estabelecidas pelas unidades de ensino.

A dona de casa Aline Santana, mãe de Gabriel de 15 anos e Enzo de nove, ambos na rede particular, já tem permitido a presença dos filhos nas aulas. "Não se adaptaram bem às aulas em casa. A vizinhança fazia barulho, as crianças brincavam na frente de casa e eles queriam sair, tenho uma filha de quatro anos que queria ficar com os irmãos, então foi complicado e cansativo, tinha muita distração."

Com o retorno presencial, Aline percebe melhora. "Assim que foi permitido, entrei em contato com a escola demonstrando interesse e eles voltaram. Eu notei que ainda estão dispersos, falaram na escola que as crianças estão agitadas. Mas acho que a socialização já melhorou."

Já Selma Duarte Morija, mãe de Davi, de 14 anos, que estuda em escola estadual, diz que o filho contraiu covid-19 no local. O retorno aconteceu porque precisava concluir o ensino. "Ele voltou em agosto. No começo, uma vez por semana. Mandei porque a diretora disse que era o último ano antes do Ensino Médio."

A auxiliar de cozinha, Lariane Fernanda Gomes Lima, mãe de Valentina, de cinco anos, que estuda na rede municipal, diz que concorda com o retorno. "Fiquei internada na semana passada e minha mãe ficou com ela, mas minha mãe é de idade, doente, então a Valentina tem que ir pra escola", relata.

Além de precisar trabalhar, Lariane diz que a falta da escola prejudicou a filha. "Ela tem a língua presa e a volta é importante porque ela se comunica mais. Não tenho tempo de ensinar em casa também, a gente tem que escolher se dá o pão ou a educação, porque os dois não dá."

DETALHES

Em Jundiaí, segundo a Unidade de Gestão de Educação (UGE), as regras seguem determinação estadual. Atualmente 90% dos estudantes já estão em aulas presenciais. As salas têm o distanciamento de um metro entre carteiras neste mês, mas a partir de novembro a participação dos alunos de maneira presencial passará a ser obrigatória, excetuando-se as crianças que apresentarem atestado médico. Novos protocolos serão definidos pelas Unidades de Educação e Saúde, a partir da resolução enviada pelo governo do estado.

Pelo estado, as escolas devem manter o espaçamento de um metro entre os alunos, portanto, o revesamento pode continuar em algumas escolas devido ao espaço. No entanto, do dia três de novembro em diante, o espaçamento não será obrigatório, então as aulas serão diárias para todos. O uso de máscara e álcool em gel permanece obrigatório em qualquer circunstância.

A exceção à medida, segundo o estado, são jovens pertencentes ao grupo de risco, com mais de 12 anos, que não tenham completado seu ciclo vacinal; jovens gestantes e puérperas; crianças menores de 12 anos pertencentes ao grupo de risco; e estudantes com condição de saúde de maior fragilidade, mesmo com o ciclo vacinal completo.

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), que representa a categoria das particulares, há orientação do governo para que a regra seja cumprida em todas as redes de ensino, mas os critérios e prazos serão definidos pelo conselho de educação de cada município.

Da Redação

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