Jundiaí

Calor e tempo seco prejudicam alimentos da safra de outubro

AGRICULTURA O cultivo dos alimentos da época de outubro, com destaque para as folhas de tempero, afetou produtores de Jundiaí


                               ALEXANDRE MARTINS
Carlos Alberto Diniz teve sua plantação danificada pelo clima seco
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O cultivo dos alimentos da safra de outubro, como alho-poró, cebolinha e cheiro-verde, foi prejudicado pelo calor e clima seco predominantes nos últimos dias e passaram por atraso e diminuição na colheita.

O produtor de alho-poró, cebolinha e cheiro-verde, Carlos Alberto Diniz, do Rio Acima, lamenta a baixa produção deste período. "Como o clima variou muito, as plantações acabaram sendo muito prejudicadas, atrasando o cultivo e diminuindo o cultivo", explica Diniz.

O tempo de cultivo das verduras da safra de outubro costuma ser, em média, de 60 a 120 dias, quando não são afetadas pelo clima.

O produtor vende os alimentos na própria horta e para pequenos mercados da região e afirma que as vendas estão razoáveis. "Os preços subiram muito e o gasto com as produções estão muito elevados, fazendo com que as vendas e, consequentemente, o lucro seja menor", afirma Carlos Alberto.

CLIMA

DESFAVORÁVEL

O atraso no cultivo das verduras se deu por conta do calor intenso e da falta de chuva que prevaleceram durante o mês de outubro. "Quando o calor é muito forte ele acaba queimando as raízes das verduras, tem mês que não consigo recuperar nada das plantações por causa disso, a temperatura ideal para este tipo de produção é o inverno", explica Diniz.

Por outro lado, os alimentos que não são sazonais, como o alface e a couve, não são tão prejudicados. "As plantações que dão o ano todo sofrem menos, pois o tempo de cultivo é menor e podem ser colhidas em qualquer época do ano", diz.

Para o agricultor Alexandre Amaro, de Ivoturucaia, o tempo seco também prejudicou o cultivo dos alimentos da safra de outubro da sua horta, como o espinafre e o cheiro-verde.

De acordo com ele, as plantações do mês ainda estão em fase de amadurecimento, mas as vendas seguem boas. "O que carrega nossas vendas são o alface e a couve que têm bastante procura, então os alimentos sazonais ficam em segundo plano", diz Alexandre.

O produtor trabalha apenas com verduras e costuma colher todos os dias para vender em seu hortifruti, feiras livres e na própria horta.

Segundo ele, não é a primeira vez que a colheita atrasa. "Quando o tempo não está favorável a gente já espera as consequências, e não é a primeira vez que isso acontece. O espinafre que deve ser colhido em média 45 dias já passou para 60", explica Amaro.

Mesmo com o sistema de irrigação em todas as partes da plantação, os produtores rurais não conseguem amenizar todos os danos sofridos pelos alimentos. "Mesmo com todo o cuidado diário, as verduras acabam não resistindo aos extremos, como o calor intenso e as geadas", finaliza Alexandre Amaro.

SAFRA DE OUTUBRO

Quando alguns alimentos entram em período de safra ou na época do mês, significa que a colheita será grande, de melhor qualidade e com menores preços. Algumas das frutas, verduras e legumes sazonais de outubro são: Abacate, acerola, banana prata, caju, alho poró, cebolinha, cheiro-verde, coentro, entre outros.


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