Jundiaí

Imigrantes vêm para Jundiaí para furtar lojas e drogarias


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Pelo menos oito colombianos foram presos furtando em Jundiaí esse ano
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As forças de segurança de Jundiaí e Região estão lidando com recorrentes crimes cometidos por estrangeiros. A maioria deles vem de São Paulo, utilizando a linha férrea, para cometer furtos. Só esse ano, pelo menos oito colombianos foram presos em Jundiaí.

Furto é o tipo de crime mais utilizado por esses grupos de estrangeiros, já que não demanda uso de violência. Em nenhuma das ocorrências apresentadas, os ladrões utilizavam armas.

No começo do mês, cinco colombianos foram presos pela Guarda Municipal de Jundiaí após furtarem um shopping. O grupo vinha sendo procurado pela Polícia Civil, que solicitou à GM a inclusão da placa do veículo suspeito de ser usado para transportar as mercadorias furtadas no sistema de videomonitoramento da cidade.

Foi justamente o videomonitoramento que fez com que os GMs chegarem ao grupo, que já havia cometido o novo furto ao ser abordado. Com eles havia diversos produtos subtraídos de lojas do shopping, entre roupas, lingeries, bolsas, produtos de higiene e até um iPhone. Tudo somava mais de R$ 8 mil em mercadorias que seriam revendidas.

Eles foram indiciados pela Delegacia de Investigações Gerais, que está cuidando dos casos envolvendo estrangeiros que procuram a cidade para cometer esses crimes.

Informações extraoficiais da Polícia Militar apontam que o número vem aumentando. Porém, acionada, a PM não respondeu oficialmente até o fechamento dessa reportagem.

OUTRO CASO

Em julho, guardas municipais do programa Bairro Seguro prenderam três colombianas que furtaram R$ 4,5 mil em mercadorias de uma drogaria.

Após o Centro de Operações Táticas da GMJ receber a informação de um furto que havia acabado de ocorrer uma farmácia na região do Retiro, os GMs foram notificados de que as três suspeitas fugiram em um Peugeot. Logo em seguida, em patrulhamento pela Ponte São João, localizaram o veículo suspeito, conseguiram prender três mulheres e recuperar as mercadorias.

Segundo a representante da drogaria em questão, foram furtados diversos dermocosméticos de altíssimo valor agregado, avaliados em aproximadamente R$ 4,5 mil, todos de marcas renomadas.

REGIÃO

Saindo da gama de furtos, em Itupeva, um boliviano foi preso com 19 kg de drogas, no ano passado.

Policiais militares da 2ª Cia do 11º Batalhão prenderam o imigrante transportando 17 tijolos de maconha, o que renderia cerca de R$ 190 mil em entorpecentes.

NO LITORAL

Esse problema não é recorrente apenas na região. No final do mês passado, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação para desmantelar uma quadrilha de falsos médicos que atuava em Peruíbe, na Baixada Santista, no litoral do estado. Ao menos oito pessoas se faziam passar por médicos, segundo as investigações.

Os agentes envolvidos na operação, batizada de "Médico Fantasma", cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos de chefiar o grupo nas cidades de São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo, e na capital do estado. Foram apreendidos documentos relacionados a quadrilha, um notebook e as quantias de US$ 1.685, 140 pesos bolivianos e R$ 350.

As investigações indicaram que dois médicos chefiavam a quadrilha. O esquema funcionava da seguinte maneira: eles procuravam por municípios que tinham necessidade de profissionais que atuavam no setor de emergência da área da saúde, ofereciam os serviços e eram contratados.

Entretanto, os falsos médicos usavam documentos de profissionais credenciados e regularizados, porém, que nunca atuaram na cidade em que os suspeitos foram contratados. Segundo a polícia, esses profissionais regularizados nem faziam ideia de que seus registros estavam sendo usados de forma irregular.

A quadrilha passou a ser rastreada após a apuração de uma denúncia recebida pelos agentes da equipe de investigação da Delegacia Sede de Peruíbe, em 2020. Tal queixa conta de que um morador reclamou de um falso médico que atuou na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Peruíbe, em 2015.

Esse falso médico usava o CRM (registro profissional) de um médico credenciado. Ficou constatado que a administração municipal pagou cerca de R$ 144 mil para o suspeito. A Prefeitura de Peruíbe não foi localizada para comentar o assunto até a conclusão desse texto. Segundo um funcionário que atendeu o telefone, o atendimento é feito apenas até as 16h.

Foi a partir deste caso que a polícia identificou se tratar de uma quadrilha. As investigações continuam em outras localidades. (Da Redação)


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