Jundiaí

Empresas se planejam para a Black Friday

VAREJO Para dar conta da demanda, que promete ser maior neste ano, serviços de logística começaram o planejamento com antecedência


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Diego Bueno afirma que o momento é de incertezas, mas prevê queda de 10% nas entregas em relação a 2020
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Para evitar a falta de materiais como embalagens e transportes durante a Black Friday, que acontece no dia 26 de novembro, empresas de logística da Região começaram o planejamento com antecedência para dar conta da demanda que promete ser maior do que no ano anterior.

De acordo com o diretor comercial de uma operadora de transporte multimodal de contêineres, Diego Bueno, para a Black Friday deste ano o momento é de incertezas. "Existe certo receio para os próximos meses, mas no momento não há nenhum risco de falta de contêineres para as datas do final do ano, inclusive já fizemos um planejamento para evitar a falta de materiais", afirma Bueno.

Segundo a diretor, a empresa atua no segmento de bens de consumo, como eletrônicos e eletrodomésticos, e afirma que o abastecimento ocorreu normalmente e não houve falta de matéria-prima.

ESTOQUE

A única preocupação do diretor comercial é em relação às entregas deste ano, que serão menores. "Os estoques estão sendo escoados para o varejo de forma mais tímida, mesmo com a previsão de aumento da demanda, as entregas já tiveram uma queda de 10% em relação ao ano passado. O que explica essa redução é o atraso dos pedidos", afirma Diego Bueno.

Bueno explica que o ritmo está mais lendo por conta da alta do dólar e do cenário financeiro do país. "Ano passado as entregas começaram em setembro, já estamos em outubro e os produtos ainda estão estocados esperando para serem entregues para as empresas", diz.

Em relação às produções das fábricas, não houve redução das produções. Já as empresas físicas e e-commerce se preparam para o aumento das vendas no final do ano. "As grandes empresas estimam um aumento de 15% nas vendas deste ano em relação ao ano passado, o foco principal são as datas sazonais, como a Black Friday e o Natal", diz.

PLANEJAMENTO

De acordo com a vice-presidente de e-commerce, serviços de logística e operações de varejo de uma empresa de logística, Gabriela Guimarães, o planejamento da empresa foi realizado com antecedência e acredita que não haverá falta de insumos. "A empresa tem investido bastante na capacidade de pessoas, sistemas, insumos e frotas, de forma que a expectativa é positiva", diz a vice-presidente.

De acordo com a Gabriela, o mercado de e-commerce vem mantendo níveis elevados. Neste ano, o diferencial é o gradual aquecimento do mercado nacional, que deve alavancar as vendas no final do ano. "Estou segura que a demanda continuará muito forte, até pela maior penetração do e-commerce no Brasil atualmente, como mostram vários indicadores macroeconômicos, e a empresa está se preparando para isso", afirma a representante.

Gabriela Guimarães também não notou redução nas produções das grandes fábricas durante o ano. "Entre os clientes da empresa, não notei reduções significativas, a não ser aquelas provocadas pela falta de insumos estratégicos como os condutores. Por outro lado, os marketplaces e varejistas continuam com uma demanda bastante aquecida", explica.

PARÂMETRO

De acordo com o coordenador do comitê de e-commerce da Associação Brasileira de Logística (Abralog), José Roberto Lyra, algumas empresas devem ser ameaçadas pela falta global de transportes e produtos importados, se não houver o planejamento prévio e adequado.

Segundo Lyra, o aumento da demanda deste ano pode esbarrar na falta de insumos. "A previsão é que a demanda deste ano seja maior do que o ano anterior e isto afete o transporte de produtos importados", explica o coordenador.

Para ele, os principais empecilhos que influenciam no atraso ou falta das entregas para o final do ano são a falta de transportes, insumos, alta do dólar e do preço dos produtos importados. "Tudo isso pode contribuir para as dificuldades de realizar todas as demandas, principalmente nas operações marítimas e aéreas, que são as mais solicitadas", afirma Lyra.

MAIS PROCURADOS

Durante a Black Friday, empresas de varejo e e-commerce de diferentes segmentos aquecem o mercado com descontos e promoções especiais.

De acordo com dados levantados pela empresa francesa Criteo, os produtos mais procurados e desejados em 2021 são eletrodomésticos, acessórios e calçados, eletrônicos e informática, e móveis, nesta ordem. Já os critérios decisivos para a compra desses itens são frete grátis, preço e qualidade do produto.

Em relação aos eletrônicos, as televisões foram o foco dos consumidores, seguido pelos smartphones.


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