Jundiaí

Atletas estão ansiosos pelos campeonatos


                 ALEXANDRE MARTINS
Leonardo da Silva Zeller participa de competições desde os seis anos
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Os campeonatos de caratê estão retornando, como a Copa São Paulo no final deste mês. Atletas de Jundiaí ressaltam as dificuldades do período de isolamento social para manterem um ritmo de treinos e as expectativas em retornar aos tatames nesta competição.

O estudante Leonardo da Silva Zeller, de 19 anos, treina caratê desde criança e participa de competições desde os seis anos. "Foi no meu primeiro campeonato que conquistei minha primeira medalha, de bronze", conta.

A próxima competição que Zeller irá participar é a Copa São Paulo, no dia 31 de outubro. "A pandemia acabou me prejudicando não só fisicamente, mas psicologicamente também, fazendo me afastar por um bom tempo dos tatames. Agora, com o retorno das competições presenciais, o ânimo está voltando, assim como os treinos mais pesados", pontua.

Apesar de conseguir ir para a academia por alguns dias, Zeller treinou a maior parte do tempo em sua casa, focando em não perder 100% do ritmo. "Sabia que iria perder o físico de qualquer jeito, mas o aspecto mental é o que pega, pois, de repente, tive que parar de fazer algo que sempre fiz na vida, foi desafiador", relata.

Zeller está com boas expectativas para a Copa São Paulo. "Pretendo ir e, principalmente, dar o meu melhor, mas sempre tentando buscar o pódio, o ouro", ressalta.

Com a confirmação do retorno dos campeonatos, Zeller colocou uma meta em sua trajetória, retornar à seleção brasileira em 2022, na qual já fez parte em 2014. "Se as coisas continuarem do jeito que imagino, com os torneios e os treinos presenciais, este ano e o próximo serão muito proveitosos", afirma.

Por enquanto, a melhor colocação de Zeller na carreira ocorreu em 2013, quando conquistou o terceiro lugar no campeonato brasileiro, chamando a atenção da seleção nacional. Além disso, ele também possui um título internacional.

Zeller compete pela categoria sub-21, -67kg, de 'kata' (apresentação de uma sequência de movimentos da arte marcial) e de 'kumite' (luta). "Graças a Deus tenho muitos resultados positivos nas competições e inúmeros pódios, mas já perdi bastante também. Atualmente, estou bem classificado nacionalmente", comenta.

Guilherme Mattenhauer Ferreira, de 19 anos, é estudante e atleta de caratê. "Pratico o esporte há 15 anos, desde os meus 4 anos, conheci através do meu pai, que é o meu atual sensei", conta,

Ferreira participa de competições desde 2011. "A próxima será a Copa São Paulo e, com certeza, minhas expectativas são as melhores possíveis, já estou muito ansioso e confiante no meu potencial", ressalta.

A pandemia também prejudicou Ferreira, principalmente, no aspecto mental. "Sempre tive um local de treino disponível, por ser do meu pai, mas não tinha motivação nenhuma para treinar. Ter que treinar sozinho não foi nada fácil, faltava aquela interação entre pessoas que só o esporte proporciona", lamenta.

Com o tempo, Ferreira conseguiu se adaptar, montando treinos individuais específicos. "Não é a mesma coisa, porém consegui manter uma boa rotina de treinamentos. Hoje em dia, minha preparação já está sendo bem diferente do começo, estou conseguindo me preparar bem em todos os aspectos para a próxima competição", pontua.

Agora, Ferreira segue com o objetivo de evolução. "Participo pela categoria sub-21 e sênior, -75kg, no kumite. Acredito que meu desempenho nas competições seja muito bom, mas poderia ser melhor. Os atletas de caratê quase não têm incentivos, então, muitos não têm a disponibilidade de participar de diversos torneios, o que seria ideal para manter uma constância de ritmo de luta e de competitividade", completa.

Ferreira afirma que, de alguns anos para cá, vem conseguindo estar bem colocado no ranking nacional e trazendo bons resultados. "Tenho cerca de 110 medalhas conquistadas. Minha melhor colocação foi como vice-campeão brasileiro, onde se junta os melhores de cada estado para competir. Em 2019, consegui terminar o ano em 2º colocado no ranking da minha categoria do estado de São Paulo", diz.

(Lucas Hideo)


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