Jundiaí

Procura por móveis rústicos varia, mas agrada a todos os gostos

CHARME Há produção marceneira de móveis rústicos em diversos pontos de Jundiaí, principalmente na zona rural, mas a clientela é diversificada


                       ALEXANDRE MARTINS
Antonio Bento Fernandes fabrica móveis, principalmente de pinus
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O setor de móveis rústicos apresentou variações durante a pandemia e muitos marceneiros e lojistas especializados no ramo sentiram estes efeitos. Alguns relatam o alta nas vendas, mas há quem lamente a queda por conta do aumento dos insumos.

Proprietária de uma marcenaria de móveis rústicos no Mato Dentro, Alessandra Cremer Vertuan de Mello, está satisfeita com a procura deste tipo de móvel. "Houve momentos em que as vendas aumentaram bastante, até porque as pessoas saíram menos, então resolveram investir em casa. De modo geral, durante a pandemia vendemos o dobro do que vendíamos antes."

Ela diz que algumas peças são encomendadas e vêm do Paraná, mas a maior parte é produção própria. "Trabalhamos bastante com peroba rosa de demolição, bem resistente, ideal para área externa. O preço é por m² e esta madeira sai em torno de R$ 1,4 mil a R$ 1,6 mil o m². Vendemos principalmente cadeira e mesa, depois bancos e sofás para área externa."

Alessandra fala que não há uma clientela específica. "Nossos clientes são principalmente quem deseja um produto de qualidade, mas é um público diversificado. Tem o pessoal de chácara, mas tem quem mora em apartamento e também quer. Acredito que a beleza e a durabilidade são os principais motivos para comprarem."

Já o marceneiro do Parque Centenário Antonio Bento Fernandes, não percebeu melhora durante a pandemia. Ela lamenta a queda nos serviço. "Deu uma boa caída na procura, e agora que está voltando. Teve uma época, uns dois meses depois do início da pandemia, que ficamos cerca de dois meses sem vender. Acho que o pessoal ficou com medo, então tinha encomenda já feita que foi adiada ou cancelada."

Ele diz que usa diversos tipos de madeira, mas dá preferência ao pinus por ser mais acessível. "A gente trabalha com qualquer madeira maciça, só não usamos MDF. O que a gente mais usa é pinus pelo valor. Usamos também naval e peroba rosa de demolição, entre outras. A pessoa manda o modelo e as medias e a gente orça o serviço e passa para aprovação. Geralmente, em até 20 dias, conseguimos entregar, mas pode ser até antes, à vezes em 10 dias ficar pronto."

Só que a pandemia deixou o preço da matéria-prima pesado. "Os preços variam muito, tem banco meu de R$ 35 e cama de R$ 4 mil. A gente está atualizando orçamento a cada três dias também porque a madeira está em falta. Em Jundiaí já não está tendo material e preciso buscar em outras cidades. Teve uma vez que o preço subiu 33% de uma vez, depois aumentou mais um pouco. Se juntar todos os aumentos, foi bastante. Tinha peça de régua que eu pagava R$ 8, R$ 9, hoje está R$ 28."

Fernandes diz que a procura pelos móveis se deve a diversos fatores e é ampla. "Procuram principalmente pela durabilidade e pela aparência. Os clientes são bem variados, tem casa, chácara, apartamento. Tem cliente que começou fazendo os móveis da sala com a gente e acabou fazendo a casa toda."

A produção é feita por Antonio e a esposa, Lia Nascimento. Ela diz que começaram há cerca de quatro anos. "Começamos fazendo para nós há quatro anos, depois fomos fazendo uma coisa aqui e outra ali e o pessoal gostava. Meu trabalho não pagava muito bem, aí pensei 'por que não?' Compramos uma máquina e fui fazendo os móveis. Meu marido me ajudava de fim de semana, mas dois anos depois a demanda começou a crescer e ele também largou o emprego, ficamos trabalhando só com os móveis."


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