Jundiaí

Cidades organizam Plano de Resíduos Sólidos que deve servir de referência à gestão ambiental


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Reunião realizada no Paço Municipal apresentou projeto para prefeitos e representantes dos municípios que fazem parte do Cias
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Em reunião nesta terrça-feira (19), na Prefeitura de Jundiaí, prefeitos e representantes das cidades que fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Aterro Sanitário (Cias), discutiram iniciativas para a implementação do Plano Regional de Resíduos Sólidos unificado, alçando a região como case no desenvolvimento de tecnologias específicas, governança e proteção ao meio ambiente.

As seis cidades que fazem parte do Cias – Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Cajamar, Vinhedo e Louveira – geram diariamente cerca de 790 toneladas de resíduos sólidos, ou cerca de 0,850 gramas por habitante. Para o tratamento, o resíduo percorre 50 km. “A partir do Plano Regional de Resíduos Sólidos, o material passará a gerar economia de recursos, renda e novas oportunidades para a região, que se firmará como destino para investimentos internacionais de empresas que estejam preocupadas com os pilares de governança ambiental, social e corporativa, o chamado ESG. São ativos que impulsionam a região ao cenário internacional e geram novas oportunidades econômicas para a sociedade”, argumenta o prefeito Luiz Fernando Machado.

Também presentes ao encontro, o prefeito de Várzea Paulista e presidente do Cias, Rodolfo Braga, prefeito de Campo Limpo Paulista, Luiz Braz, vice-prefeito de Louveira, Ricardo Barbosa de Souza e o prefeito de Vinhedo, Dario Pacheco de Morais, apoiaram as iniciativas, que serão encabeçadas pelo Cias, a partir de contrato da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) para o levantamento dos dados e desenvolvimento do plano com base na realidade de cada cidade integrante do grupo.

De acordo com o gestor da Unidade de Gestão de Governo e Finanças (UGGF), José Antonio Parimoschi, além da legislações específicas e metas determinadas pelo Marco do Saneamento, o Plano oportunizará novas economias. “Os resíduos podem ser transformados em recursos financeiros para o próprio custeio do ativo aos municípios. Com o plano, é possível às cidades dar um passo além e observar a possibilidade do pagamento por serviço ambiental para empresas que gerarem energia limpa, por exemplo”, avançou.

Cronograma

O levantamento dos dados para o plano está sendo realizado pelo Instituto Movimento Cidades Inteligentes (IMCI), representado no encontro pelo presidente Luigi Longo e pela FIPE, pelo consultor sênior e coordenador do projeto Mário Beznos. O prazo estabelecido entre o início do projeto até a implementação é estimado em 360 dias. “Os resíduos sólidos são ativos para as gestões, com a geração de combustível, adubo, reciclagem e energia limpa a partir de empresas instaladas em uma base de transbordo do material, denominada eco indústria. Além de gerar novos empregos, preserva o meio ambiente com a redução dos materiais encaminhados aos aterros”, salientou Longui.


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