Jundiaí

Atletas do BMX seguem firmes, nas pistas e ruas de Jundiaí

Prática do bicicross continua alta principalmente na cidade de Jundiaí


ARQUIVO PESSOAL
Felipe Estevão Moraes de Souza anda de BMX pelas ruas de Jundiaí
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A prática do bicicross, popularmente conhecido como "BMX" (Bicycle Moto Cross), continua alta nos dias de hoje, principalmente em Jundiaí, que pode contar com experientes atletas nas competições, além de espaços públicos para a prática do esporte por lazer.

As competições de BMX são divididas em duas modalidades: o BMX Racing, que consiste em uma corrida de obstáculos em uma pista de terra e que estreou nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. E o BMX Freestyle, que consiste em uma competição de manobras livres, esta modalidade estreou nos Jogos Olímpicos de Tóquio, neste ano.

O jundiaiense Rodrigo Cesar Silva, de 35 anos, anda de BMX desde 2003 e competia pela modalidade Fresstyle. "Conheci o esporte em meados de 1996 e achei incrível 'voar' com a bicicleta. Já peguei pódio em algumas competições locais, estaduais e fui destaque em eventos pelo Brasil", conta.

Silva explica que as competições de BMX Freestyle são divididas em outras modalidades. "O 'Street', que usa obstáculos parecidos com os quem existem nas ruas, como corrimão, escadas, muretas e outros. O 'Park', com obstáculos construídos especificamente para dar saltos e manobras aéreas com a bike. O 'Dirt Jump', que são manobras em rampas de terra. O 'Vertical', praticado em rampas com formato de 'U' e o 'Bowl', onde a pista é em formato de uma piscina. Em cada modalidade há uma divisão de categorias: profissional, amador e iniciante", completa.

Segundo Silva, as pontuações são feitas de acordo com o estilo, criatividade, perfeição, altura e dificuldade das manobras. Geralmente, os competidores são julgados por três ou mais juízes.

Atualmente, Silva anda duas a três vezes por semana, somente por diversão, mas afirma que dependendo do evento, ele entra para competir. "Praticamente tudo que vivo hoje é em benefício da bike, me influenciou demais na vida, tanto como pessoa quanto para o estilo de vida. Me sinto privilegiado por ter conhecido esse esporte e por tantos lugares e pessoas que conheci. Hoje, tudo que faço como a maneira de agir, além das demais atividades fora da bike como estilos de música é por conta da BMX", ressalta.

LAZER

O empresário do ramo de ciclismo, Felipe Estevão Moraes de Souza, de 24 anos, começou a andar de BMX aos 11 anos, aos 15 migrou para o downhill e, hoje, retornou ao esporte. "Ando em torno de três vezes por semana, pois é difícil conciliar o emprego com o esporte. Pratico por diversão, unindo a galera pra uma resenha, longe de toda negatividade, é como entrar em outro mundo, além do sentimento de que eu posso mais ao executar uma manobra, me sinto realizado", comenta.

Souza afirma que gosta de andar de BMX no meio da cidade. "Minha pegada é mais urbana, no 'street', mas o Sororoca é uma ótima opção também, com as rampas de 'dirt'. Ando sempre com os amigos, sozinho é chato, pois não tem aquela motivação", pontua.

Para Souza, uma das grandes dificuldades de se praticar o BMX é a falta de investimento e profissionalização do esporte. "Dificilmente vemos um brasileiro arrebentando país afora no esporte, pois ao mesmo tempo que ele é atleta, é trabalhador também. Conciliar isso é difícil e não ter tempo suficiente pra treinar, não ter patrocínios também desanimam e, por isso, acaba se tornando apenas um hobby. Fora isso, aconselho todo mundo a entrar neste mundo da bike, pois é insano", afirma.

Procurada, a Unidade de Gestão de Esporte e Lazer (UGEL) informou que no Complexo Educacional, Cultural e Esportivo da Vila Maringá há uma Pista Multiuso, onde pode ser praticada a modalidade de BMX Race. O CECE funciona de segunda a sexta, das 7h às 18h. A pista permanece aberta 24 horas.

Já para modalidade BMX Freestyle, está disponível o CECE José Brenna, mais conhecido como 'Sororoca', na avenida União dos Ferroviários. O espaço fica aberto de segunda a sexta, das 7h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h. Para as duas modalidades, não há necessidade de cadastro para a utilização das pistas.

(Lucas Hideo)

 


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