Jundiaí

Jundiaí tem déficit de US$ 699 mi no 2° semestre

MERCADO EXTERIOR As importações representam US$ 863.471.240 e as exportações US$ 164.788.594


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Marcio Ribeiro Julio afirma que o déficit não é motivo de preocupações
Crédito: ARQUIVO JJ

De julho a setembro, Jundiaí registrou déficit de US$ 698.682.646 no saldo da balança comercial, ou seja, o município importou mais do que exportou produtos neste período, sendo US$ 863.471.240 em importações e US$ 164.788.594 em exportações, segundo dados levantados pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp),

Os segmentos mais exportados no município são peças para veículos, bombas para líquidos, transformadores/conversores elétricos/bobinas. Já os produtos mais importados são os de alta tecnologia, como aparelhos eletrônicos e elétricos, máquinas e materiais da indústria automotiva.

No primeiro semestre deste ano, a exportação foi de US$ 272.405.158 e a importação de US$ 1.682.500.544, representando déficit de
US$ 1.410.095.390 de janeiro a junho.

Segundo a Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, a balança comercial jundiaiense, nos últimos anos, tem sido negativa, pois a região se encontra em uma posição logística que abastece todo o país. Por isso o maior volume é de importações.

De acordo com o diretor de Comércio Exterior do Ciesp de Jundiaí, Marcio Ribeiro Julio, a discrepância entre os números de importação e exportação é comum e não é motivo de preocupações. "Jundiaí é uma região altamente desenvolvida e atrai diversas indústrias de tecnologia de alto valor agregado que fazem a distribuição dos produtos para todo o Brasil, enquanto a exportação envolve produtos de menor valor do mercado", afirma Ribeiro.

De acordo com Ribeiro, as importações costumam aumentar nos últimos meses em função das festas de final de ano. "No fim de ano, até o mês de novembro, o número de importações aumentam por conta do aquecimento do mercado, portanto o déficit deve aumentar ainda mais", diz o diretor.

EXPORTAÇÕES

De acordo com o Diretor Comercial da Astra, Joaquim Coelho, a balança comercial da fábrica registrou superávit no segundo semestre. "A empresa realiza importações e exportações e está presente em países da América do Norte, América Central e Caribe, América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia, como no primeiro semestre, a Astra segue com saldo positivo até o mês de setembro", afirma Coelho.

Segundo o Comex Stat, portal de estatísticas de comércio exterior do Brasil, Jundiaí ocupa a 21ª posição no Ranking de Exportações do Estado de janeiro a setembro de 2021.

Jundiaí conta com programas para fomentar a exportação no município, como o Exporta Jundiaí, além do apoio do Governo Federal, por meio da Apex Brasil, com o programa PEIEX, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil), que capacita empresas para o processo de exportação de produtos e serviços, chega em Jundiaí por meio de uma parceria, sem custos ao município, com a Faculdades Campinas (FACAMP). As empresas podem se inscrever para participar no Portal Jundiaí Empreendedora.

NO BRASIL

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 250,3 milhões na terceira semana de outubro (11 a 17).

Este índice representa US$ 4,573 bilhões em exportações e US$ 4,323 bilhões em importações no período.

As exportações tiveram crescimento puxado por agropecuária (com destaque para soja), indústria extrativa (com minério de ferro e óleos brutos de petróleo) e indústria de transformação (com produtos de ferro ou aço).

Já as importações têm o avanço puxado pelas mesmas atividades (agropecuária e indústrias extrativa e de transformação), mas com destaque para outros produtos, como pescados, carvão, gás natural e medicamentos.

Credito: ARQUIVO PESSOAL / Descrição: Joaquim Coelho diz que a balança comercial da Astra segue positiva


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