Jundiaí

Feriados assustam empresários, mas perspectiva de vendas é boa

NOVEMBRO De modo geral, tanto a Indústria quanto o Comércio de Jundiaí têm boas expectativas de vendas para o fim do ano, independente dos feriados


                           ALEXANDRE MARTINS
O comércio de Jundiaí costuma funcionar com grandes lojas em feriados
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com os três feriados programados para novembro (2,15 e 20), os comerciantes precisam se organizar para manter as portas abertas. Aqueles que podem já manifestam interesse por meio de autorização e cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Para a Indústria, o impacto não deve ser significativo.

Gerente de uma grande loja de vestuário do Centro, Maria Aparecida dos Santos diz que a loja abrirá nos três dias, mas há variação de feriado para feriado. "O feriado do dia 12 valeu a pena, foi bom, diferentes do 7 de Setembro, então não dá muito para saber", relata.

Ela acredita que o fim deste ano será melhor que o de 2020 para o Comércio. "Sentimos que as pessoas estão mais tranquilas, estão todas vacinadas, então não tem o pavor que sentiam antes. Acredito que vá ter uma boa diferença neste ano. Não costuma compensar abrir de feriado, para muitas lojas não compensa. A expectativa para novembro é de que as pessoas adiantem as compras do Natal."

Para a gerente de uma loja de brinquedos do Centro, Graziela Benavides, a programação deve ser apenas para dois feriados. "Geralmente a gente não abre em feriado de começo do mês, então não sei se vamos abrir no dia dois. No ano passado, abrimos no dia 15 e nos dia 20. Compensa abrir mais no fim do mês, por ser mais perto do Natal."

Ela conta que tem gente já comprando para o Natal. "Esperamos que em novembro venda bem. Não é igual dezembro, mas sempre foi um mês bom, as pessoas que preferem se prevenir para não pegar o tumulto do fim do ano vêm em novembro. É um mês que compensa trabalhar em feriado."

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomércio), Edison Maltoni, diz que a maioria das solicitações de abertura em feriado é de grandes lojas. "A grande maioria das solicitações de abertura são de grandes magazines, 90% delas têm adesão. A abertura de lojas médias já é mais setorizada, seja no Centro ou nos shoppings e Outlet. As lojas menores não costumam ter adesão por causa do custo."

Maltoni afirma que três feriados em um mês são prejudiciais após um longo período de portas fechadas, mas acredita que o fim deste ano será bom. "A gente tem uma perspectiva muito boa em relação ao Natal, achamos que as pessoas querem comprar. Há o comércio eletrônico e a gente sente isso, mas há vontade represada da população de ir às ruas e voltar a comprar", afirma.

Para Mark William Ormenese Monteiro, presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, os feriados são dias a menos de vendas. "Os feriados são positivos para os setores de Turismo e Gastronomia mas sempre trazem perdas para o Comércio, principalmente os de rua, porque representam dias a menos de vendas ao longo do mês. Nem todo comerciante consegue abrir o estabelecimento no feriado e neste período em que o comércio tenta se recuperar dos impactos causados pela pandemia, qualquer dia parado representa menos dinheiro entrando no caixa."

INDÚSTRIA

Vice-diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Antonio Claudio Montiani Palma diz que os feriados com emenda costumam ser compensados, então não representam perda. "O feriado do dia dois é prolongado e as empresas podem fazer ponte ou não. Em 2021, acredito que não tenha impacto significativo. Em comparação, outubro teve 21 dias úteis, novembro terá 20, então não tem tanta mudança, é diferente de meses que têm 17, 18 dias úteis."

Ele diz que o cenário atual tem alguns fatores a serem considerados. "No estado atual, cada indústria tem um problema de abastecimento, então isso deve ser levado em consideração. A maioria das empresas não deve fazer ponte. É um momento de atividade importante nas indústrias da Região. Existe também o aspecto humano, geralmente uma compensação de ponte é feita aos sábados, então o trabalhador tem alguns dias seguidos de folga em um fim de semana, mas perde um dia de descanso no outro. Mas depende muito de empresa para empresa."


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