Jundiaí

Gasolina e Diesel aumentam de novo e pressionam transportes


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Glauco Rosa diz que os aumentos estão pesando bastante para o ramo
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O aumento de 7,04% da gasolina e de 9,15% do diesel 9,15% já tem reflexos em vários setores, em especial quem trabalha com transporte. O anuncio foi feito nesta segunda pelo Petrobras e deve ser colocado em prática nesta terça (26).

Com a alta, o preço médio de venda da gasolina para distribuidoras passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, média de R$ 0,21 por litro. Já o litro do diesel passará de R$ 3,06 para R$ 3,34, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro para distribuidores

Para quem trabalha com transportes, a alta dos combustíveis têm sido pesada, já que o insumo é o principal para quem está no ramo. Trabalhando com fretes, Glauco Rosa conta que já precisou aumentar o serviço e, neste ritmo, precisará de novo em breve.

"No fim do ano passado, eu cobrava R$ 2 por quilômetro rodado de ida e volta. Subi para R$ 2,50 neste ano e vejo que vou precisar aumentar de novo porque já não estou tendo lucro. Eu mesmo faço a manutenção do meu caminhão, mas mesmo assim também está caro. Esses dias troquei dois amortecedores e gastei R$ 3 mil só com as peças, porque eu mesmo fiz o serviço", lamenta.

Ele diz que, mesmo tendo muitas mudanças para fazer, que são o carro-chefe do seu negócio, os clientes têm pesquisado mais e nem todos fecham. "Reclamam muito do valor. Antes, de 100% das cotações, 60% dos clientes fechavam. Agora, só uns 40% que fecham. O pessoal tenta ver se tem alguém que faça mais barato. Meu forte é mudança e tive uma época boa, de muito serviço. Tiveram muitas mudanças. Mas procuro bastante informação e vejo que o salário não está acompanhando as altas de preços e o setor de transportes está sendo esmagado. Teve gente que rodava aplicativo e parou, que tinha caminhão e parou, não conseguem continuar."

Joaquim José Soares Filho também trabalha com fretes e diz que está difícil porque, se aumentar o serviço, não consegue trabalhar. "Se aumentar o valor, perde serviço. Senão aumentar, perde dinheiro. Tudo subiu, o diesel, peça, óleo de motor, pneu. Precisamos aumentar o que é cobrado, mas tenho medo de não pagarem. Antes, a gente cobrava R$ 150 para qualquer lugar, agora está R$ 180, mas outros que fazem frete não passaram esse aumento. Em seis anos, tento aumentar R$ 30 e não consigo. A categoria é muito desunida."

Soares fala que há os rumores de greve dos caminhoneiros, mas não há consenso. "Falam de fazer greve para diminuir o preço do diesel, mas aí vai todo mundo para o posto e paga duas vezes mais no litro do combustível. Aí sobe o valor, não adianta nada. Se não corressem para o posto assim, não ia aumentar. Eu pago ponto ainda para a prefeitura, pago a manutenção, que qualquer conserto é mais de R$ 1 mil, mas não conseguimos aumentar o frete."

(Nathália Sousa)


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