Jundiaí

Jundiaí abre 971 vagas de emprego em setembro

ECONOMIA O setor com maior destaque foi o de Serviços, principalmente os de logística e transportes


                          ALENXANDRE MARTINS
João Balestrin foi contratado há algumas semanas para a transportadora
Crédito: ALENXANDRE MARTINS

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de setembro, pelo nono mês consecutivo, Jundiaí registrou saldo positivo de 971 vagas, com destaque para Serviços, com saldo de 545 vagas, seguido pelos setores da Indústria (285), Comércio (84), e Construção (56).

Entre os Serviços, o ramo com o melhor saldo em Jundiaí em setembro é o de transportes, armazenagem e entregas, representa 34% das vagas geradas no setor e 19% das geradas no total no mês. E essa oferta de vagas não é exclusiva de Jundiaí. Em todo o estado de São Paulo, a demanda da pandemia fez o setor crescer, e a chegada do fim do ano cresce ainda mais vagas ao ramo.

O proprietário de uma transportadora de Jundiaí, Onésimo Somini Junior diz que costuma ter contratações temporárias. "O fim do ano costuma ter mais demanda mesmo, aumento em cerca de 15% o quadro de funcionários. Contrato principalmente funcionários que cuidam da satisfação do cliente. Eles acompanham as entregas e as atividades diárias em termos de custome service. Como trabalhamos com empresas de alimentos e medicamentos, fazemos entrega de soro de hemodiálise direto na casa do paciente, entrega de preparo de pães diariamente em padarias de todo o estado. São produtos que as pessoas precisam e se programam para ter."

Junior conta que hoje é preciso adaptar mão de obra para o setor. "Tem muitos segmentos que migraram para a logística. Na década de 1980, ouvia-se muito de expedição e almoxarifado de empresa. Hoje é tudo logística, até o setor comercial está virando logística."

Um dos contratados recentemente por Onésimo é João Henrique Balestrin. "Estava há mais de um ano sem trabalho e fui contratado dia cinco deste mês. Nunca tinha trabalhado com logística, então não sei como está o mercado de trabalho para esse setor, não tive muita dificuldade. Logística é completamente diferente de outras empresas. É um ambiente mais calmo, mas exige muita atenção."

Contratado no início deste ano, o assistente de documentação Vinícius Bortoloti Conrado diz que mudou de ramo. "Comecei no dia cinco de janeiro. Eu estava empregado, mas recebi uma proposta melhor e acabei vindo para cá. Acho que o setor é concorrido, mas em logística você tem que ser mais dinâmico. Toda hora precisa fazer algo, falar com alguém. Não tinha trabalhado com logística e é bem diferente."

MERCADO

Segundo o Sistema de Informação Imobiliária Latino-Americana (SiiLa) Brasil, as regiões do estado que mais concentram empresas de logística são Cajamar (22%), Jundiaí (14%), Guarulhos (13%), Campinas (10%), Embu das Artes (8%), Barueri (7%), Sorocaba (5%).

Para o gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí, Cristiano Lopes, as contratações temporárias já refletem nos números positivos. Das 7.931 admissões de setembro, 770 foram vagas temporárias, cerca de 10%. A previsão é que esse número aumente devido às datas sazonais, como a Black Friday e o Natal. A geração de vagas formais por meio do trabalho temporário deve crescer cerca de 20% no último trimestre em relação ao mesmo período de 2020.

"Jundiaí deve seguir essa tendência. Esse aumento é puxado principalmente pela indústria, mas os setores de serviços e comércio também devem contratar para atender a demanda de consumo que cresce, conforme avança a vacinação contra covid-19. Temos trabalhado incansavelmente para criar um ambiente de negócios propício para gerar emprego e renda às pessoas da nossa cidade", declara.


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