Jundiaí

Entenda o Metaverso, o futuro da realidade virtual

DIGITAL Óculos de realidade virtual promovem imersão do usuário em nova dimensão sociável on-line


                          ALEXANDRE MARTINS
Fábio Henrique faz questão de jogar com óculos de realidade virtual
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A realidade virtual cria um espaço físico on-line que simula o ambiente real através de aparatos tecnológicos, como os Óculos de Realidade Virtual (VR). Hoje, esta tecnologia é majoritariamente utilizada no mundo dos games, mas grandes empresas, como o Facebook, pretendem expandir esse conceito para outras áreas e aplicar no trabalho ou até mesmo na exibição de shows e filmes.

Atualmente, alguns jogos conseguem criar um ambiente virtual totalmente fiel à realidade. Segundo Fábio Henrique da Cunha, de 28 anos, o óculos VR é essencial para a imersão na realidade aumentada enquanto joga. "Adquiri meu primeiro óculos VR em 2019. Depois disso, investi em uma versão mais atual e independente, que não precisa de videogame ou computador, porque fiquei viciado em consumir conteúdos da realidade virtual", relata.

Em vez de apenas ver o conteúdo através de uma tela, você está dentro dele, este é o princípio do metaverso. Diferente da realidade virtual já conhecida pelos gamers, a nova proposta é expandir esse ambiente para além dos jogos.

O conceito de metaverso inspirou diversos trabalhos, como o filme Jogador Nº 1, dirigido por Steven Spielberg. Na narrativa deste longa-metragem, o conceito de realidade virtual é estendido a ponto de criar um local on-line conhecido como Oasis, que chega a substituir quase completamente o mundo real.

Na utopia de Spielberg, a Terra está em decadência devido à poluição e destruição no ano de 2045, trazendo à tona a necessidade de fugir para um outro ambiente mais confortável, o mundo virtual.

Para Fábio Henrique da Cunha, que já consome esse conteúdo, a expansão da realidade aumentada para o cotidiano das pessoas através do metaverso seria positivo. "Acho favorável principalmente para quem pretende usar a realidade virtual para trabalho. Com as funções disponíveis é possível realizar quase qualquer tarefa remota. Além disso, a imersão também aumenta a concentração do indivíduo, pois ele não enxerga o que está fora do campo de visão do óculos", explica.

INVESTIMENTO

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, que investe no metaverso há anos, disse que espera que, um dia, a população deixe de ver a empresa apenas como uma rede social e passe a enxergá-la como uma empresa de metaverso.

No fim de setembro deste ano, o Facebook anunciou investimento de US$ 50 milhões para construção do próprio metaverso. Estes mundos digitais mais avançados também necessitam de uma conectividade melhor e mais consistente, o que pode ser resolvido com a expansão da rede 5G.

Em muitos casos, o que impede o consumo da realidade virtual é o custo dos artefatos. "O valor tem que ser levado em consideração. Adquirindo antes da pandemia, investi 4 mil reais no meu óculos de realidade virtual independente. É um valor alto" afirma Cunha.

UNIÃO DOS MUNDOS

Jogos interativos ou de construção de mundos, como o Fortnite, Minecraft e Roblox, têm todos os elementos do metaverso, apesar de serem de mundos fechados e sem a necessidade de óculos VR. O jogador pode trabalhar, construir sua casa, participar de eventos, trocar dinheiro real por mercadorias e interagir.

Raissa Vitória Greguer, de 9 anos, ganhou um celular em 2020 e baixou Roblox imediatamente. É o jogo que faz mais sucesso entre a criançada. "Eu gosto do Roblox porque é um aplicativo que tem jogos dentro do próprio jogo, em que posso movimentar meu personagem. As pessoas do jogo on-line me conhecem pela aparência do meu bonequinho", conta.


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