Jundiaí

Conheça as histórias que envolvem os cemitérios municipais de Jundiaí

O Dia de Finados é comemorado nesta terça-feira (02) e traz em seu significado diversos aspectos tanto do ponto de vista afetivo, quanto histórico e religioso


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No cemitério Nossa Senhora do Montenegro, no jardim do Lago, há 7 mil sepulturas
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Feriado nacional no Brasil, o Dia de Finados é comemorado nesta terça-feira (02) e traz em seu significado diversos aspectos tanto do ponto de vista afetivo, quanto histórico e religioso. Bastante vinculados ao tema da data, os cemitérios também carregam aspectos culturais, arquitetônicos e históricos reveladores de importantes traços da sociedade.

Em Jundiaí, vinculados ao Serviço Funerário da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), são dois os cemitérios públicos municipais: o Cemitério Nossa Senhora do Desterro, o mais antigo, no Centro, e o Cemitério Nossa Senhora do Montenegro, no Jardim do Lago.

Desterro
O mais antigo de Jundiaí, o Cemitério Municipal Nossa Senhora do Desterro possui cerca de 10 mil sepulturas, que abrigam os restos mortais de aproximadamente 100 mil pessoas.

Antes de sua construção, desde o século 17, as covas rasas eram abertas na região central, no entorno da Catedral Nossa Senhora do Desterro e do Mosteiro São Bento. Uma recomendação vinda do Rio de Janeiro (antiga capital do País), entretanto, proibiu a prática no entorno em igrejas e assim, em 1867, o cemitério foi transferido para o Largo São José, atual Praça Dr. Domingos Anastasio.

Para o seu atual endereço na avenida Henrique Andrés, o cemitério foi transferido em 1868. Uma de suas primeiras e importantes modernizações e ampliações foram realizadas em 1941, durante a gestão do prefeito Manoel Annibal Marcondes, quando o cemitério ganhou sua atual alameda principal e sua capela.

No Desterro encontram-se as capelas, túmulos e mausoléus de personalidades famosas do Município. Como forma de orientar a visita de curiosos e demais interessados pelo tema, a Fumas lançou o programa “Sepulturas que contam histórias”, que consiste na aplicação de QR codes com direcionamento para ambientes on-line no site da Fumas que narram as histórias sobre a personalidade em questão.

O “Sepulturas que contam histórias” é dividido em quatro categorias.

Entre os Personagens Históricos, encontram-se as personalidades que figuraram na sociedade e política locais, como os barões e baronesas de Jundiaí e do Japy, do conde do Parnahyba, do major Sucupira e do coronel Boaventura Mendes Pereira.

Já entre os Personagens Urbanos encontram-se ferroviários, médicos, engenheiros, músicos, artistas, jogadores de futebol, jornalistas, religiosos e outros, como, por exemplo, o engenheiro Leonardo Cavalcanti (que morreu eletrocutado durante inspeção na linha férrea), Maria Polito (que morreu vítima de feminicídio praticado pelo próprio marido) e outros nomes conhecidos, como o comendador Antonio Carbonari; Dr. Nicolino de Lucca; a atriz Eloísa Mafalda, nome artístico de Mafalda Theoto; entre outros.

No grupo de Prefeitos encontram-se nomes conhecidos de chefes do Executivo Municipal, além de Intendentes, cargo responsável pela cidade antes da Proclamação da República. São alguns dos nomes: coronel Joaquim de Siqueira Moraes, Luiz Latorre, Pedro Fávaro e Vasco Antonio Venchiarutti.

E, por último, o grupo de Professores Inesquecíveis, muitos dos quais são também homenageados como nomes de escolas. Entre eles estão: Adoniro Ladeira, Nassib Cury, Pedro Clarismundo Fornari, Haydée Dumangin Mojola, autora do Hino de Jundiaí, e Nelson Foot, que também dá nome à Biblioteca Municipal.

Credito: Divulgação / Descrição: O Cemitério do Desterro possui cerca de 10 mil sepulturas, que abrigam os restos mortais de cerca de 100 mil pessoas

Velório
Anexo ao cemitério central, o prédio que abriga, desde 1992, o velório municipal Adamastor Fernandes hoje possui quatro mil quadrados e foi construído para sediar a primeira estação de tratamento de água do Município e seu antigo Departamento de Águas e Esgoto.

O nome escolhido foi uma homenagem ao ferroviário e líder sindicalista que se tornou presidente da Cia. Paulista de Estradas de Ferro e autor do projeto de Lei Municipal que criou o Velório.

Montenegro
Inaugurado em 1973, o Cemitério Nossa Senhora do Montenegro possui cerca de 7 mil sepulturas. Seu nome foi definido em 1968, através da lei nº 1.554, assinada pelo então prefeito Pedro Fávaro, católico devoto de Nossa Senhora. O espaço abriga também o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), vinculado à Prefeitura, e também o Instituto Médico Legal (IML), órgão do Governo do Estado de São Paulo.


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