Jundiaí

Óbitos no trânsito de Jundiaí crescem 43,2%

ACIDENTES Foram 19 mortes a mais neste ano em comparação ao mesmo período do ano passado


                              ALEXANDRE MARTINS
Elisângela da Cruz de Jesus vende balas e sempre vê acidentes
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Entre janeiro e setembro deste ano, Jundiaí registrou aumento de 43,2% nas mortes no trânsito. Foram 63 ocorrências em 2021 contra 44 no ano passado, segundo dados do Infosiga, plataforma do estado de São Paulo que monitora o trânsito.

Vias e cruzamentos como o da rua José do Patrocínio com a XV de Novembro e José do Patrocínio com a Dr. Cavalcanti têm recorrência nestes índices. Nesta região, segundo o Infosiga, foram cinco acidentes entre janeiro e setembro deste ano. No mesmo período do ano passado também foram cinco acidentes nestas vias.

Vendendo balas diariamente no cruzamento do viaduto com a XV de Novembro há oito meses, Elisângela da Cruz de Jesus diz que o trânsito é perigoso. "Tem acidente direto, a maioria com moto. Praticamente toda semana tem um ou dois. Às vezes um semáforo abre e as motos vêm com tudo, aí não param no próximo semáforo, que está fechado ainda. Acho que os motoristas passam muito rápido."

Ela diz que há desatenção no trânsito, mas poderia haver melhoria na sinalização. "Um semáforo abre muito rápido quando outro fecha. Teria que mudar a rua XV de Novembro também, não tem como a pessoa atravessar. Aqui e lá em cima são os piores cruzamentos. Durante a pandemia não mudou nada, continuou tendo acidente durante esse tempo", diz ela sobre o outro cruzamento subsequente da rua José do Patrocínio.

O ciclista Antonio Alves diz que o trânsito de Jundiaí, de forma geral, é perigoso. "Ando de bicicleta, a pé, e já corri risco. Todos os cruzamentos são perigosos. Acho que falta educação no trânsito de Jundiaí, desde sempre é assim, perigoso."

ÍNDICES

Em 2018 foram 54 no mesmo período e em 2019 foram 41. A quantidade de acidentes fatais também foi alta neste ano. Foram 61 de janeiro a setembro, 41 em 2020, 39 em 2019 e 52 em 2018.

As vítimas mais comuns continuam sendo homens e o principal veículo neste tipo de acidente é a motocicleta. Neste ano, quase 40% dos veículos de locomoção das vítimas fatais do trânsito foram motos. A faixa etária com a maior quantidade de vítimas, porém, mudou. Em anos anteriores, a faixa com a maior quantidade de vítimas era a de 18 a 24 anos, neste ano, a faixa que mais teve vítimas foi a de 30 a 34 anos.

FISCALIZAÇÃO

Dados da Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) informa que entre 5 de maio a 30 de setembro foram 51.433 notificações com imagens fotográficas nos 50 pontos com radares atualmente instalados no município. Os dados de outubro ainda estão sendo processados.

O local com o maior número de multas aplicadas é o cruzamento entre as avenidas Antônio Segre e Ferroviários, sentido Paço Municipal. O equipamento instalado nesse local faz a fiscalização de três infrações, o que explica o maior número de multas. As infrações fiscalizadas ali são: avanço de semáforo, conversão proibida à esquerda e parada sobre a faixa.

Os pontos para a instalação dos equipamentos foram escolhidos após estudos técnicos, que levam em consideração principalmente o volume de tráfego e os locais com maior registro de acidentes. Ao todo serão 59 radares (os nove restantes estão passando por ajustes e aferição).


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