Jundiaí

Em Jundiaí, 37 pacientes seguem firmes contra o câncer de próstata

NOVEMBRO AZUL Neste ano, foram 133 tratamentos contra o câncer de próstata, sendo 116 em radioterapia e 17 em quimioterapia


                                   ALEXANDRE MARTINS
Gabriel Silva detectou o câncer de próstata através dos exames de rotina
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

No 'Novembro Azul', mês de prevenção e conscientização sobre o câncer de próstata, o alerta é para a doença assintomática que só perde para o câncer de pele não-melanoma, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em Jundiaí, 37 pacientes seguem em tratamento no Hospital São Vicente, sendo 20 em radioterapia e 17 em quimioterapia.

De janeiro a outubro deste ano, 133 pacientes realizaram tratamento contra o câncer de próstata no São Vicente, sendo 116 em radioterapia e 17 em quimioterapia. Já no mesmo período em 2020 foram 150 atendimentos, sendo 138 em radioterapia e 12 em radioterapia.

Na lista Gabriel Silva, de 62 anos, diagnosticado com câncer de próstata através dos exames de rotina, em 2019. No mesmo ano iniciou os tratamentos. "Eu fazia os exames de rotina anualmente, além das consultas médicas regulares e quando o câncer foi detectado realizei a cirurgia de remoção de próstata", afirma o morador do São Camilo.

Silva está na etapa final do tratamento e aguarda as últimas sessões de radioterapia no hospital. "Falta bem pouco para eu estar 100% curado da doença", comemora o paciente.

De acordo com o oncologista do Hospital São Vicente, Arthur Maia Filho, o principal fator de risco da doença é a idade avançada, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. "O câncer de próstata é extremamente comum a partir dos 80 anos de idade e extramente raro antes do 50", afirma o médico.

Em relação aos sintomas, Filho afirma que, na maioria dos casos, é uma doença totalmente assintomática. "O câncer de próstata tem evolução silenciosa, apenas nos casos muito avançados da doença há a presença de sintomas, como dificuldade urinária", explica o oncologista.

TRATAMENTOS

Como se trata de uma doença comum e com alta chance de cura, 40% dos pacientes não precisa de tratamento, sendo acompanhados por especialistas. Os outros 60% iniciam tratamento de radioterapia, cirurgia para a remoção da próstata ou, em casos de doença metastática, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo, a quimioterapia é recomendada. "Os tratamentos são muito eficazes, mas para garantir a maior chance de cura é inevitável realizar os exames de rotina, de toque e PSA (antígeno prostático específico), além de consultar um especialista regularmente", explica Filho.

ATENDIMENTO GRATUITO

Para conscientizar a população sobre a importância da identificação precoce do câncer de próstata, serão intensificadas as medidas para diagnóstico precoce das lesões de próstata, principalmente através do exame de toque e dos exames complementares de PSA (antígeno prostático específico) e de imagem, quando necessários para auxiliar na avaliação do aspecto ou diagnóstico das lesões de próstata. O paciente deve procurar a UBS para atendimento.

Cabe observar que, neste mês, a Secretaria de Estado da Saúde também está oferecendo check-ups gratuitos para homens com mais de 50 anos, para detecção de câncer de próstata e doenças cardiovasculares. O atendimento é realizado no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Jundiaí, com agendamento feito pelo telefone 0800 779 0000.

Em relação ao atendimento, a UGPS acrescenta que em Jundiaí, a rede municipal de saúde conta com oferta completa de atendimento para os usuários. A porta de entrada é a UBS, podendo o paciente ser posteriormente encaminhado para o Núcleo Integrado de Saúde (NIS), AME ou para os Ambulatórios de Especialidades da Faculdade de Medicina (FMJ) e do Hospital São Vicente (HPS).


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