Jundiaí

Restaurantes de comida japonesa se adaptam à retomada gradual


         ALEXANDRE MARTINS
Antonio Issanuinoue diz que o público está voltando de forma gradual, mas diz que os insumos aumentaram
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Após o fim das restrições e a retomada da atividade econômica à todo vapor, os restaurantes de comida japonesa precisaram se adaptar às mudanças que a pandemia causou no setor, como os protocolos de segurança exigidos e a alta do preço dos insumos.

O proprietário de um restaurante japonês próximo à avenida Nove de Julho, Antonio Issanuinoue, afirma que o público está voltando a crescer de forma gradual e projeta um aumento nas próximas semanas. "A retomada ainda está devagar, acredito que muitas pessoas ainda estão receosas em sair de casa, mas creio que até o final do mês o movimento volte a crescer",

O dono do restaurante acredita que o avanço da vacinação irá contribuir com o aumento dos clientes. "Antes da pandemia o restaurante recebia muitos clientes com idade avançada, e com a aplicação da terceira dose, creio que esse público vai retornar aos poucos", diz.

MUDANÇAS

Após a chegada da pandemia, o restaurante precisou fechar as portas por alguns meses e trabalhar apenas com o delivery. "Precisei me adaptar ao delivery, que era algo que eu não estava nada acostumado, pois o foco era o presencial. Com a retomada, estou trabalhando das duas formas, tanto com entregas e também no restaurante", afirma Issanuinoue.

Apesar do fim das restrições de horário e quantidade de pessoas, Issanuinoue ainda mantém os protocolos sanitários no local. "Decidi manter o distanciamento das mesas, o uso obrigatório de máscaras na entrada do restaurante e álcool em gel pelo local. No self-service colocamos uma proteção de vidro para pegar os alimentos e o uso de luvas descartáveis também é obrigatório", afirma o proprietário.

Outro fator que apresentou mudanças para o setor foi o aumento de preços. "Tudo ficou muito mais caro depois da chegada da pandemia, principalmente o nosso carro-chefe que é o salmão que teve uma alta muito grande no valor, além de outros insumos como óleo de cozinha e açúcar".

Issanuinoue explica que precisou repassar os valores para os clientes para não ficar no prejuízo. "No rodízio eu consegui manter os preços por enquanto, mas nos pratos a la carte e por quilo houve um reajuste de 20% de 2019 para cá", diz.

A gerente de um restaurante de comida japonesa no Centro, Vanessa Batista, afirma que a expectativa para o movimento aumentar no final do ano é alta. "A retomada tem acontecido de forma lenta, mas já percebemos um aumento em relação ao ano passado e tende a melhorar em dezembro", afirma a gerente.

O restaurante ficou cerca de quatro meses atuando apenas com o delivery, por isso acabou perdendo alguns clientes no período. "Foi um período difícil e a única solução viável era continuar com o delivery para não fechar totalmente, agora com o fim das restrições estamos visando a retomada do movimento intenso do restaurante, sempre mantendo os protocolos sanitários", explica Vanessa.

(Luana Nascimbene)


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