Jundiaí

Polícia Civil vai investigar causa de explosão em condomínio

PRÉDIO INTERDITADO Defesa Civil anunciou interdição do prédio devido aos danos, deixando os moradores de outros apartamentos sem ter para onde ir


                                      ALEXANDRE MARTINS
No incêndio, duas pessoas sofreram ferimentos graves e quatro leves
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O incêndio que ocorreu nesta terça-feira (9) no Edifício Azaleia, dentro do condomínio no Cidade Jardim, deixou duas pessoas com ferimentos graves e tem a causa investigada pela perícia de Jundiaí. Os moradores tiveram que sair de seus apartamentos e, por enquanto, se abrigar em casa de parentes

Segundo o delegado Paulo Sérgio Martins, um inquérito policial pede investigação para saber se o incêndio é doloso ou culposo. "A perícia vai investigar para saber qual o culpado e a causa exata do incêndio. Também vamos ouvir todas as pessoas que estavam no local e torcer para que a vítima fique bem, para que ela possa ser ouvida também", afirma.

O Capitão da Polícia Militar Henrique Drezza de Castro informou que a suspeita é de que a causa do incêndio foi a limpeza que estava sendo realizada no sofá da vítima com produtos químicos altamente inflamáveis, e além disso, o apartamento estava fechado quando a mulher acendeu o fogão.

SUSTO

No apartamento, segundo o capitão Drezza, estavam a mulher sem idade identificada, a filha de 2 anos e o prestador de serviços que esterilizava o sofá. A criança está entubada e a mãe, que foi atendida em um hospital particular, está com queimaduras de 1º e 2º grau. O prestador de serviço foi socorrido e está sem ferimentos.

Além das vítimas que estavam dentro do apartamento, outras três pessoas foram socorridas pela viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) por inalar a fumaça.

Bombeiros, policiais militares e moradores também inalaram fumaça e arriscaram a própria vida para ajudar a evacuar o apartamento do Edifício Azaleia. O Major Comandante do 19º Grupamento de Bombeiros de Jundiaí Allan Muniz afirma que a causa está sendo verificada, mas que não teria sido o gás.

A estrutura está boa, porém houve danos na parte elétrica, hidráulica e de gás.

PRÉDIO INTERDITADO

Na tarde de ontem foi anunciado pelo diretor da Defesa Civil de Jundiaí, coronel João Osório Gimenez Germano, que o prédio está totalmente interditado. Devido ao incêndio no segundo andar, os moradores da torre devem retirar objetos pessoais e ficar na casa de parentes até a reforma.

Segundo a Defesa Civil, a parte estrutural do prédio está em ordem, mas houve danos nas partes elétrica e hidráulica. Representantes da construtora compareceram ao local e projetistas serão acionados para averiguação da extensão dos danos na torre. A interdição total é uma medida de prevenção para evitar que novos incêndios aconteçam.

O morador da torre Carlos Eduardo Alves estava com sua filha e trabalhando de home office no apartamento quando escutou o barulho da explosão. "Eu estava no quarto quando escutei um barulho e o chão começou a tremer. Minha filha veio da sala chorando e quando vi a porta do apartamento já estava caída. Minha atitude foi agarrar minha filha e correr", relata.

Alves ainda informou ter encontrado com a vítima ao sair do prédio, que segurava sua filha de 2 anos e pedia por socorro. "Eu só percebi que ela estava queimada quando saímos da torre, tinha muita fumaça", afirma.

SOLIDARIEDADE

Durante toda a tarde, moradores das torres no entorno se mobilizaram para retirar seus pertences, com prioridade para os medicamentos.

Por outro lado, outros se organizaram para ajudar uns aos outros, em especial com água, comida, roupas e até abrigo.


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