Jundiaí

Carnes para o fim de ano já têm procura tímida para encomendas


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No açougue de Marcela Pavan, a procura por carnes dobra no fim do ano
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Com a aproximação das festas de final de ano, as encomendas das carnes, em especial os cortes suínos, ainda são tímidas, mas os proprietários de açougues já projetam um ano positivo.

Entre os produtos mais requisitados, estão leitoa, pernil e carnes recheadas, que se mantêm, por enquanto, com preço estável.

O proprietário do açougue Le Meats, Leandro Cassaro, fala que ainda não há procura para o fim do ano, ela começa, de fato, em algumas semanas. "A pessoa já pergunta se vai ter produto, mas a procura mesmo é a partir de dezembro. Esse tipo de carne, para festas, os frigoríficos já lançaram. Se o cliente quiser, já temos o produto, mas costumam preferir uma carne com um preparo mais exclusivo, que a gente tempera, principalmente os suínos."

Cassaro diz que a procura maior também é dos cortes suínos. "Procuram mais lombo, pernil, leitoa, cordeiro. Frango algumas pessoas comem só até o Natal, depois não comem mais. No Ano Novo, há procura de suínos, mas geralmente fazem churrasco também, nas confraternizações."

Ele conta que os preços estão estáveis até o momento, mas não sabe se até o fim do ano se manterão assim, principalmente da carne bovina. "O preço está estável em relação ao ano passado. Em 2020 teve aumento, mas em dezembro o preço já estava voltando, então os preços de suíno e de aves podem ser comparados aos do ano passado. A carne bovina, por questões de importação, tem mais variação."

NOVIDADES

Para atender os clientes que se programam cedo, Marcela Pavan, proprietária de um restaurante e açougue no bairro Terra Nova, diz que as encomendas de carnes para o fim do ano são recebidas desde o início deste mês. "Já tem procura, em novembro a gente abre encomenda, mas não é alta. No fim do mês e começo de dezembro as pessoas pedem mais. A expectativa para este fim de ano é boa e a gente espera que as pessoas comemorem com a família e os amigos."

Marcela conta que não trabalha com peru e Chester, mas o forte do local, cortes suínos, é bastante procurado. "As pessoas compram leitoa, tender de porco e de frango, pernil, carnes recheadas. A gente também faz frango defumado que tem bastante procura. Neste ano, temos novidades, a coroa de costela e porqueta pré-assada (tipo de rocambole de carne de porco). A pessoa leva e coloca no forno menos tempo, só para pururucar. Vendemos, além do pré-assado, defumados e os crus, com tempero e sem, porque tem gente que prefere fazer o próprio tempero."

Ela diz que a demanda para o fim do ano é bem mais alta, mas os preços não subiram tanto. "No fim do ano, a nossa demanda aumenta 100%. Neste ano, o aumento de preços não foi considerável se comparado a 2020, quando subiu bastante. O preço da carne de porco se manteve estável", relata.

(Nathália Sousa)


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