Jundiaí

Cresce 8% nº de pessoas diabéticas em Jundiaí

SAÚDE Em Jundiaí, mais de 17 mil pessoas foram registradas em tratamento da diabetes pela rede municipal de saúde, aumento de 8% em relação a 2019


                             ALEXANDRE MARTINS
A psicóloga Andressa Lutz está desenvolvendo atendimento psicoterapêutico para crianças com diabetes
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

No Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, o mundo vive uma epidemia crescente da doença. Em Jundiaí, a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) informa que, de janeiro a outubro de 2021, 17.902 pessoas foram registradas em tratamento contra a diabetes pela rede municipal de saúde, crescimento de 8% em relação a 2019.

A diabetes é uma doença que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, seja por diminuição da produção de insulina ou pela incapacidade da ação adequada desta no organismo. Para a endocrinologista Mariana Jorgino, a doença é diagnosticada pela suspeita clínica da presença de alguns sintomas "O aumento de urina, perda de peso, aumento da sede e do apetite, associado à realização de exames laboratoriais que medem a glicemia em jejum, ou a glicemia pós sobrecarga de glicose", afirma.

Para evitar as complicações da diabetes, é preciso seguir as recomendações médicas e manter um estilo de vida saudável. "Pacientes acima do peso, com dieta muito rica em gorduras, açúcares e carboidratos, associada ao sedentarismo, têm mais risco de desenvolver diabetes. A história familiar positiva para a doença também é incluída como fator de risco", diz Mariana.

O aposentado Sandro José de Moraes, de 53 anos, tem diabetes tipo 1 há mais de 20 anos e descobriu a doença através de um exame de sangue. "Quando eu descobri a diabetes comecei o tratamento com comprimidos, mas ela agravou e hoje já estou tomando insulina três vezes ao dia. Em virtude da diabetes, já fui internado pelo menos umas quatro vezes e uma vez eu fiquei na UTI por ser diagnosticado com cetoacidose no sangue", afirma.

Para os pacientes da doença é necessário em alguns casos o acompanhamento psicológico, pois permitirá identificar e tratar transtornos apresentados durante o tratamento. "A maior dificuldade que eu enfrento é a alimentação e o estresse, tem que ter uma alimentação muito regrada e se controlar muito no seu estado emocional, faço sessão com psicólogo toda semana", completa Moraes.

A psicóloga Andressa Lutz, de 29 anos, descobriu a diabetes tipo 1 aos oito anos. "A partir da minha vivência como diabética e de identificar a necessidade de um acompanhamento emocional voltado à doença, estou desenvolvendo atendimento Psicoterapêutico para crianças com essa demanda", afirma.

Andressa afirma que há falta de informação para a população. "Hoje vejo que a maior dificuldade em ter diabetes para todas as faixas etárias, apesar de a incidência ser maior em pessoas com mais idade. Com certa frequência, ainda vivencio questionamentos sobre manter uma dieta equilibrada e consumir produtos diet/light", declara a psicóloga.

Em Jundiaí, a porta de entrada para o atendimento da diabetes são as Unidades de Saúde da Atenção Primária. Além das consultas na Unidade Básica de Saúde (UBS) e no Núcleo Integrado de Saúde (NIS). Também são oferecidos aos pacientes grupos educativos onde os participantes trocam experiências e esclarecem dúvidas.

Os encontros, voltados aos pacientes adultos, ocorrem mensalmente no NIS e na Clínica da Família Novo Horizonte. Já para as crianças e adolescentes até 18 anos existe a oferta de atendimento com equipe multidisciplinar, em que aprendem cuidados necessários e a ter autonomia para a aplicação de insulina, por exemplo. As equipes da saúde também atuam junto às escolas municipais, capacitando os educadores em palestras para o suporte ao aluno com diabetes. Há ainda a distribuição gratuita de medicações orais e insulinas.


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