Jundiaí

Casamentos feitos no civil crescem 18% neste ano em Jundiaí


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Mariane e Vinícius Beiga se casaram apenas no civil por enquanto
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Entre janeiro e outubro deste ano os cartórios civis de Jundiaí registraram 2.155 casórios, contra 1.827 no mesmo período do ano passado, segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (ArpenSP). Aumento de 18%.

Até o fim do ano, esta alta deve se manter. Neste mês, até o momento, já houve 134 matrimônios e o ano acumula 2.289 cerimônias civis. Em todo o ano passado, foram 2.311. Os dados são do Registro Civil.

Um dos casais que oficializaram a união no cartório neste ano foi Izabela di Rito e Hugo Ortiz. Ela conta que a cerimônia no cartório foi feita no último sábado (13). "O plano sempre foi pensar no religioso para 2022. Iniciamos a reforma do nosso apartamento neste e não queríamos conciliar a reforma com o casamento, mas o apartamento foi ficando pronto e achamos mais prudente oficializar a união no civil neste ano para morarmos juntos."

Com medo da instabilidade da pandemia, o casamento civil foi opção até que o religioso possa ser feito. "A gente preferiu fazer o civil e esperar para fazer o religioso de forma mais segura. Não queríamos a surpresa de ter um casamento adiado. Acho que bastante gente tem feito isso pelo fato de não quererem esperar pelo sonho e esse momento deixa incertezas. Muitos noivos fizeram o civil e deixaram o religioso mais para frente."

ADIADO

Para Mariane Garcia de Oliveira Beiga, que se casou com Vinícius Beiga no civil, o adiamento da cerimônia religiosa também precisou acontecer. "Casamos no civil no ano passado e agora, em outubro, fizemos o casamento na igreja. Justamente por causa da pandemia, adiamos a cerimônia. A gente resolveu se casar no civil antes porque já estávamos com uma casa em vista. A intenção era fazer o civil e o religioso, mas optamos por fazer o civil antes para conseguir fazer a papelada da casa. A festa a gente adiou para um momento mais seguro."

Mariane diz que se sentiu frustrada por ter precisado se casar apenas no civil e esperar para o religioso. "A gente estava no auge da organização do casamento, na ansiedade, no planejamento e de repente veio a pandemia e precisamos parar tudo. Aí vinham as incertezas se a gente fechava ou não com fornecedores por não saber quando o casamento ia acontecer. A gente parou no tempo. Quando voltamos ficou aquela coisa de que não podíamos demorar para fechar as coisas, porque a demanda aumentou novamente."

SEM SURPRESA

Mariana Neri, que se casou com Felipe Yanaoka em outubro, diz que já planejava a data. "Já estava planejado para ser neste ano. A princípio, queria casar no civil e religioso junto, mas a igreja que eu vou me casar não aceitava, aí decidimos antecipar. Não me preocupei com a pandemia porque sempre achei que as coisas poderiam melhorar. Se eu precisasse adiar, acredito que seria estressante."

Mariana vai se casar no religioso apenas no próximo ano e fala que o casamento civil, mesmo com as restrições do período, já foi como ela imaginava. "Para o civil, eu pensava em algo mais simples mesmo e aconteceu como eu imaginava. Tinha as restrições da pandemia, o distanciamento, mas foi ótimo do jeito que foi."

(Nathália Sousa)


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