Jundiaí

Em um ano de implantação, receio ainda prevalece

PIX O Banco Central estima que mais de 45 milhões realizam transações eletrônicas com frequência


                                    ALEXANDRE MARTINS
Armando Setsuo considera o sistema seguro e eficiente e prioriza o uso
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Juntando a facilidade com a praticidade nas transações, o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, completou um ano nesta terça-feira (16) e já soma mais de R$ 4 trilhões em operações realizadas. Apesar das novas medidas de segurança implantadas, o serviço ainda causa insegurança nos comerciantes.

Entre os novos recursos de segurança anunciados, destaque para o bloqueio preventivo de recursos em caso de suspeita de fraude e a notificação obrigatória nas transações rejeitadas. No fim do mês, outras funções serão disponibilizadas.

A vendedora de uma loja de roupas do Centro, Taís Ramalho, se sente insegura com este tipo de transferência e considera o cartão de débito a forma mais segura de pagar e receber dinheiro. "Mesmo com a praticidade do PIX, ainda há um receio por conta dos golpes constantes que vêm acontecendo, como os sequestros-relâmpagos e fraudes, por isso ainda priorizo as transações pelo pagamento no cartão", afirma Taís.

Segundo a funcionária, a loja aceita o pagamento por PIX, mas a adesão ainda é baixa. "O uso de cartão e dinheiro é mais frequente, mas aceitamos o serviço, pois já houve situação onde o cartão do cliente não foi autorizado e ele optou pela transação instantânea, uma solução rápida e prática", explica.

PREFERÊNCIA

Neste um ano de PIX, o Banco Central estima que mais de 45 milhões de pessoas que não realizavam transações eletrônicas agora fazem PIX com frequência. Um destes exemplos é o vendedor de uma loja de eletrônicos do Centro, Armando Setsuo que opta pelo serviço para receber pagamentos na loja e até oferece descontos para quem pagar através do PIX. "Por conta da praticidade nas transferências eu prefiro receber pagamentos via PIX ao invés de cartão. Além disso, como não há taxas extras, como nos cartões, conseguimos dar desconto para os clientes que optam por este serviço", afirma o funcionário.

Setsuo considera o sistema seguro e eficiente. "Para mim é mais seguro sair com o dinheiro dentro de um aplicativo com senhas do que andar com dinheiro na rua", explica.

DICAS

De acordo com a chefe do Procon Jundiaí, Gabriela Glinternik, a adesão a esse serviço foi muito rápida pela população e, por isso, acabou chamando a atenção, também, de criminosos. "O regulamento do sistema prevê uma série de medidas que mitigam riscos de fraudes, mas como se tem visto na prática, têm sido noticiadas diversas ocorrências de fraudes envolvendo o uso dessa ferramenta, em prejuízo dos consumidores", afirma Gabriela.

Para diminuir os riscos de fraudes, há alguns cuidados que o consumidor sempre deve observar, tais como, evitar clicar em links recebidos por SMS ou e-mail, pois essa é uma prática muito usual de fraudadores, para levar o cidadão para sites que, em regra, são feitos apenas para roubar os dados pessoais das suas vítimas.

• Evitar fornecer informações pessoais e/ou bancárias por telefone;

• Evitar fazer transações bancárias fazendo uso de redes wi-fi públicas (shoppings, bares, restaurantes etc.);

• Não confundir 'chave PIX' com 'senha'. Na hora de receber alguma quantia, informar apenas a 'chave Pix" (CPF, e-mail, número de telefone ou chave aleatória);

• Desconfiar sempre de pedidos de PIX ou qualquer transferência por programas de mensagens (WhatsApp, Telegram etc.), pois há diversos casos conhecidos de clonagem desses aplicativos;

• Comunicar eventual furto ou roubo de celular o mais breve possível aos bancos onde o consumidor mantiver contas e à operadora de telefonia. Sobre os aplicativos de bancos para celulares, o Procon Jundiaí informa que ao mesmo tempo que trouxeram conveniência e comodidade para o consumidor, esses aparelhos passaram a ser um item dos mais desejados por criminosos, justamente para tentarem acessar as contas bancárias de suas vítimas.


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