Jundiaí

Em Jundiaí, 351 pontos de geração de energia solar foram instalados este ano

Com a alta da conta de luz e a crise hídrica enfrentada no país, a energia solar está cada vez mais presente na vida dos brasileiros


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Guilherme Fenille diz que a maior procura é para projetos em residências
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Com a alta da conta de luz e a crise hídrica enfrentada no país, a energia solar está cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Jundiaí foram instalados 774 pontos de geração e distribuição de energia solar, com 5.773 kW de potência, sendo 351 apenas neste ano.

No mesmo período em 2020 (de janeiro a novembro), foram realizadas 159 instalações, representando um aumento de 192 pontos em um ano, o que equivale a 120%.

O principal motivo para a substituição da energia elétrica pela solar é a redução de custos, que pode chegar em até 95%, além da valorização do imóvel e o uso de energia 100% renovável e limpa.

De acordo com o engenheiro eletricista, Guilherme Fenille, o investimento nos instrumentos de geração de energia solar, como placas, painéis e outros itens de instalação é alto, mas ele garante o retorno sobre o custo a longo prazo. "O custo do serviço está em torno de R$ 800 por kW, mas como a economia na conta de energia é muito alta, o investimento vale bastante a pena", afirma Fenille.

Segundo o engenheiro, o maior número dos pedidos é para projetos em residências. "A instalação de placas solares em casas está crescendo muito e, observando como o mercado tem se comportado e o aumento de pedidos, a expectativa para este aumento continuar no futuro é bem alta", explica.

ECONOMIA

O morador do bairro Jardim Ipanema, Gilvan Barbosa, adquiriu as placas solares há seis meses e já percebeu as vantagens do novo sistema. "Eu economizei mais de R$ 300 por mês na conta de luz. Com a energia solar o meu único gasto mensal é o pagamento da taxa mínima, que custa cerca de R$ 100 atualmente, então a instalação das dez placas foi bem viável e vantajosa", afirma o vendedor.

Barbosa decidiu investir na geração de energia solar justamente pelo alto custo da conta de luz. "O valor da conta de energia estava muito alto e a instalação das placas foi a solução que encontrei para economizar. O gasto foi alto, mas acredito que em pouco tempo vou ter todo o retorno do investimento".

Além do Gilvan, o vendedor técnico Ademir Machado também optou pelas placas para economizar energia e ter um fonte mais sustentável. "Eu instalei 27 placas solares na minha residência em abril deste ano, com potência de dois mil Kw, e a energia é distribuída para outros quatro imóveis. Antes de instalar, eu gastava, em média, R$ 400 por mês com a conta de luz e, hoje em dia, eu só arco com as taxas mínimas, que varia de R$ 80 a R$ 100", explica Machado.

Machado explica que a média de geração de energia solar, por dia, varia de 75 a 78 kW. "No verão a geração é muito elevada e acaba armazenando energia para os dias frios, quando a produção é baixa".

Segundo o diretor comercial de uma empresa de placas solares, Alessandro Martins, houve um aumento muito grande na adesão destes aparelhos. "A procura pelo sistema de energia solar, na sua maior parte são pelas residências, seguida pelo comercio e depois as empresas. Hoje em dia, muitas residências consomem de 500 a 700 kW mês, podendo chegar a pagar até 800 reais de energia elétrica", afirma o diretor.

CONDOMÍNIOS

De acordo com a diretora da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi), Patrícia Breitschaft, a adesão à energia solar também tem crescido muito nos condomínios de Jundiaí. "Nos condomínios que eu administro, quase 50% estão em busca desta alternativa e já buscam meios de pagamento do serviço, a adesão é muito forte", afirma a diretora do Proempi.

Segundo Patrícia, o valor do investimento é alto e nem todos os condomínios têm caixa suficiente para arcar com o custo, mas muitos estão buscando soluções para conseguir o dinheiro. "Nos condomínios com casas maiores, os próprios condôminos arcam com os custos da energia solar da própria residência".

DURABILIDADE

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), as placas fotovoltaicas duram, em média, 25 anos. Se a instalação for em um imóvel que tem um consumo médio mensal de 180 kWh, será necessária a instalação de cerca de cinco placas, o que já garante uma média de 55% a 60% de economia por mês. Além disso, o retorno do dinheiro investido na tecnologia pode vir em poucos anos. Mas, para isso, é preciso que a manutenção dos equipamentos seja feita corretamente, o que garante que as placas continuem gerando bons resultados.

(Luana Nascimbene)

 


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