Jundiaí

Em um ano, volume de tráfego cresce 133% em Jundiaí


JORNAL DE JUNDIAÍ
Rafael Oliveira Trindade percebe grande volume de veículos nas vias
Crédito: JORNAL DE JUNDIAÍ

O trânsito de Jundiaí registrou aumento de 133% em um ano, com média diária de 630 mil veículos por exemplo, na avenida Antônio Frederico Ozanam, onde os dados são aferidos pelo monitoramento da Guarda Municipal. Em novembro do ano passado a média era de 270 mil veículos neste mesmo ponto. Em outubro deste ano o registro já chega a 650 mil veículos.

Segundo a Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) de Jundiaí há um Plano de Mobilidade Urbana em desenvolvimento. O objetivo é encontrar alternativas para fluxo de veículos e investimentos para a abertura de mais ciclovias e espaços à caminhabilidade.

Para quem está na rua não é novidade que o volume de trânsito tenha dobrado, já que é perceptível a quantidade de veículos, sobretudo em horários de pico. Este aumento tem a retomada econômica ocupando uma significativa parcela de causa, mas não se resume apenas a isso. O motorista de aplicativo em Jundiaí há dois anos, Ismael Miasso, diz que, além da falta de respeito, há muitos veículos no trânsito. "Tem congestionamento principalmente no acesso à avenida Jundiaí, próximo ao Terminal Central. Acho que quem não precisa usar o carro podia usar mais o transporte coletivo, porque, mesmo com aumento de combustível, isso não tem retido quase ninguém."

Para o controlador de Centro de Controle Operacional, Eduardo Hoffmann, o Centro também é o bairro com o trânsito mais caótico. "As ruas não comportam a quantidade de veículos. Não sei qual seria a alternativa para isso, se daria para fazer rodízio como em São Paulo, porque muitas famílias têm mais de um carro."

FLUXO INTENSO

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a frota de veículos no município saltou de 315.639 em 2017 para 336.523 em 2020.

Já o motoboy Rafael de Oliveira Trindade, morador de Campo Limpo Paulista, percebe que há avenidas com maior fluxo de veículos. "Vejo fluxo intenso na Frederico Ozanam, a própria Ponte São João, a 14 de Dezembro, a Dr. Odil de Campos Saes próximo à Ponte Torta, nos dois sentidos, e até a marginal do Rio Jundiaí. Eu andava de bicicleta, agora só de moto ou de carro."

O engenheiro civil Robson Vieira mora no Colônia e percebe congestionamentos em diversos pontos. "Tem trânsito denso, principalmente entre 16h30 e 18h30, na Ozanam, Ferroviários, no Centro e 9 de Julho também, onde passo raramente, mas não fica muito atrás. Solução tem, precisa estudar o tráfego e reprogramar semáforos para ter uma faixa maior de tempo e criar vias para desafogar essas avenidas. Moro no Colônia, que é uma região populosa, mas só tem três vias de acesso."

Ainda de acordo com a UGMT, o plano também deverá oferecer soluções para o transporte público, cujo estímulo ao uso é uma das ações para o combate ao congestionamento. Na região da Ponte São João, por exemplo, o Departamento de Trânsito trabalha na revisão dos tempos de semáforo e monitoramento, a fim de dar maior fluidez ao trânsito.

(Nathália Sousa)


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