Jundiaí

Em Jundiaí, 21 crianças seguem em tratamento contra o câncer

SAÚDE Com um índice de cura de 80%, o Hospital da Criança do Grendacc de Jundiaí já prestou atendimento para mais de 60 mil crianças e adolescentes


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Ellen Cristina foi diagnosticada com um Linfoma de Hodgkin em 2019
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Na comemoração do Dia Nacional de Combate ao Câncer, lembrado hoje em todo o país, o alerta dos especialistas é quanto o diagnóstico precoce podendo resultar em 80% de cura. Em Jundiaí, segundo dados do Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc), 21 crianças e adolescentes seguem em tratamento no Hospital da Criança, com quimioterapia ou radioterapia.

Um destes pacientes que passou pelo processo e já teve alta foi Miguel Silva Moreira, de 4 anos, diagnosticado em setembro de 2020 com um raríssimo Tumor Teratoide Rabdoide no sistema nervoso central, com chance de cura menor de 20%, e nesta segunda-feira (22), Miguel tocou o sino da vitória, que simboliza o fim do tratamento efetivo.

A oncologista do Hospital da Criança do Grendacc, Arianne Casarim, explica que ele precisou fazer um protocolo intenso, pela gravidade da doença, e após realizar um transplante autólogo (infusão da própria medula). Miguel segue fora de tratamento efetivo, apenas com retornos mensais para exames e avaliação.

Para a médica, a taxa de cura do câncer infantil é em torno de 80%. "Tudo depende do diagnóstico precoce e do tipo de câncer, podendo variar, a depender dessas condições", afirma Arianne.

A oncologista também fala da importância de se atentar aos sintomas. "Os sinais e sintomas de alerta são bastante inespecíficos, porém chama a atenção porque a criança não melhora com o tempo, por exemplo, febre prolongada, perda de peso, fraqueza, dor óssea, vômitos, dor de cabeça ou dor abdominal, que podem até acordar a criança na madrugada e o aparecimento de manchas arroxeadas pelo corpo", conta.

Diagnosticada com um Linfoma de Hodgkin em fevereiro de 2019, Ellen Cristina, de 17 anos, diz que os principais sintomas da doença foram inchaço no pescoço, fadiga, falta de apetite e fraqueza. Após descobrir duas manchas em seu pulmão, Ellen foi encaminhada para realizar uma tomografia e na sequência foi transferida para o Hospital da Criança no Grendacc, onde iniciou o tratamento.

A jovem passou por todo o processo com muito otimismo e está fora do tratamento efetivo desde julho de 2020, realizando apenas o acompanhamento para consultas e exames. "Durante o tratamento todo eu me mantive otimista e toda vez que eu ia para as quimioterapias, eu esquecia do que eu tinha ou da seriedade desse assunto, não é atoa que quando eu soube, eu fiquei ansiosa para raspar o cabelo e me ver careca", afirma Ellen.

GRENDACC

Até 31 de outubro deste ano, o Hospital da Criança do Grendacc já realizou 1.669 atendimentos na oncologia e outros 4.870 em diversas especialidades pediátricas. Em 26 anos de história, 60 mil pacientes passaram pela unidade.


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