Jundiaí

Vésperas da Black Friday demandam distribuidoras

CRESCIMENTO Preparadas para o 'boom' de vendas do fim desta semana, empresas montam operação


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Luis Tomasetti ampliou o quadro de funcionários para a data em 30% neste ano
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A expectativa da Black Friday para o próximo dia 26 de novembro é de aumento nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado. Para dar conta da demanda de pedidos, o setor de logística já prevê aumento de turnos e até 30% na contratação de mão de obra.

Segundo o diretor de Infraestrutura e Logística do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Jundiaí, Gilson Pichioli, as operações logísticas esperam crescimento neste ano apesar de não falar em números. "O e-commerce veio para ficar e está em crescimento. Tanto que Jundiaí foi privilegiada com a locação e a aquisição recentes de galpões no município por grandes empresas deste segmento para centralizar entregas e atender a região de maior demanda, que é a Região Metropolitana de São Paulo", relata.

Pichioli conta que a geração de emprego no setor também aumentou e até chega a outros setores. "Todos foram surpreendidos no ano passado com a demanda do e-commerce por causa da pandemia. Neste segmento há mais facilidade, oferta maior de produtos, então aumentou rápido e veio para ficar. Impacta a Indústria, os Serviços e o Comércio. Tem a fabricação do produto, a armazenagem e a distribuição, tudo isso é e-commerce."

PREPARAÇÃO

O diretor da Big Service, Carlos Campos Pereira, diz que a empresa já está pronta para a Black Friday e a contratação começou há quatro semanas. "Este ano a expectativa é igualar ao ano passado, até por conta da perda do poder aquisitivo. No ano passado, antes da promoção, houve um movimento normal, acelerou próximo à data e depois voltou à normalidade. Este ano, houve recesso antes da data e, com a proximidade, o movimento tem se intensificado".

Para dar conta do fluxo, a empresa adotou mudança nos turnos. "Trabalhamos em dois turnos cruzados, das 10h às 21h. Depois começamos a trabalhar das 6h às 22h e nesta semana começou o terceiro turno, então vamos funcionar 24h até o dia três de dezembro."

Diretor-executivo do Grupo Passarela, Luis Tomasetti, diz que a expectativa é de crescimento neste ano. "A gente fez um dimensionamento de contratação de 30% do quadro. Esse planejamento acontece quase 12 meses antes, então a gente brinca que termina uma Black Friday e a gente já se prepara para outra. Quase todos os setores da empresa trabalham full time e após a Black Friday já pensamos no Natal", explica.

Parcerias também foram organizadas. "Temos 45 parceiros na nossa plataforma e está muito mais robusta. Esperamos crescimento, inclusive pela variedade de produtos que oferecemos", afirma.

FIM DE ANO

Depois da Black Friday, a 'temporada de fim de ano' continua até o término das festas e essa demanda tende a continuar alta, já que muitas empresas têm muito mais expressividade nas vendas no Natal.

Gerente comercial da Timbas, empresa de logística, Fabiano Costa fala que a demanda é reforçada no Natal. "A gente não mensura Black Friday, mensura fim de ano. O Natal nos impacta muito mais porque a gente transporta produtos mais específicos, como panetone. No fim de ano nossa operação aumenta 40%. Os clientes já estão demandando e estamos carregando o que já é do fim do ano."

Ele diz que por não ter clientes com muito perfil de e-commerce, a Black Friday acaba não tendo expressividade como o Natal. "A empresa contrata mais mão de obra, mas é temporária. Transportadora grande tem problema de não conseguir contratar de última hora, por exigência de seguradora, mas a gente consegue contratar mais rápido."


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