Jundiaí

Sede de campo do Grêmio é a única opção dos associados

ENCERRAMENTO As atividades serão transferidas para a sede de campo, no Caxambu, mas não há informações da transição


             ALEXANDRE MARTINS
O clube informa que a sede central será destinada a eventos e locações
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O Grêmio C.P., um dos mais tradicionais clubes recreativos de Jundiaí e Região, anunciou em suas redes sociais o encerramento das atividades da sede central, localizada na rua Rangel Pestana.

Entre os motivos do fechamento, a queda brusca da receita e a perda de associados. Os sócios terão apenas o clube de campo, no Caxambu, para as atividade de lazer e esportes. A equipe de reportagem do JJ tentou contato com membros da diretoria e da presidência do Grêmio C.P. para comentarem sobre a decisão, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

Informações extraoficiais dão conta que o setor imobiliário de Jundiaí já programa a venda do prédio. A decisão dividiu opiniões de sócios e frequentantes do local. Alguns apoiaram a medida para que a situação financeira do clube não piorasse e houve os que reclamaram que o diretores não se esforçaram para que a renda fosse recuperada. Em janeiro deste ano a mensalidade do clube sofreu reajuste e hoje custa entre R$ 80 e R$ 212, a depender da categoria e da abrangência. Fundado em 1900 por funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o Grêmio tem mais de 120 anos.

CRISES

Além do Grêmio outros clubes tradicionais trabalham para colocar as contas em dia. A presidente do Clube São João, Selma Garcia, diz que a unidade também passa por dificuldades financeiras por conta da pandemia e da baixa quantidade de sócios. O local ainda é mantido, mas os sócios optaram pela continuação das atividades já cientes da situação do clube. "Ainda estamos tentando nos recuperar. Os sócios decidiram pela não venda do clube, mesmo sendo mostrada a situação financeira, então temos tentado manter o clube."

No entanto, com a retomada das atividades, a quantidade de sócios aumentou um pouco. "Melhorou, antes tinha número mínimo, hoje tem mais sócios. Temos a escolinha de futebol que é tradicional, com bons professores, o baby fut, com crianças a partir de cinco anos, isso dá um gás. Também voltaram as aulas de zumba, ginástica masculina, o caratê já vai voltar, a piscina está aberta para os sócios."

Selma conta que a pandemia foi um agravante para os clubes. "Os condomínios com piscina afetavam os clubes e a pandemia agravou, mas acho que o pior agora é a situação financeira das famílias. Pagar um clube se torna algo secundário. Ainda não podemos fazer evento também, por conta da acústica. Há prédios ao lado, mas em breve poderemos alugar o salão para eventos durante o dia."

Membro da antiga diretoria do Clube Ipiranga, que encerrou as atividades em 2019, Fábio Oliveira fala que o fim se deu devido a alguns fatores. "Baixa aderência de sócios, atraso no pagamento das contas, acúmulo de multas, porque alugávamos para eventos, mas nos denunciavam e o aluguel não cobria as multas."

Oliveira diz que o local permanece fechado há dois anos e está disponível apenas para venda, a fim de sanar as dívidas. "Não abrimos mais, está parado. E a dívida vem aumentando. Atualmente o Ipiranga está disponível só para venda e não vamos alugar, arrendar, só vender mesmo para pagar as dívidas."


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