Jundiaí

Frutas típicas da ceia têm alta procura nas barracas


                        ALEXANDRE MARTINS
Valdemar Miyoshi diz que a maior procura são pelas frutas refrescantes
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com as safras de novembro e dezembro em alta, a procura pelas frutas típicas para as comemorações natalinas, como uva, ameixa, lichia, abacaxi, cereja e pêssego fez o movimento aumentar nesta época, mesmo com o aumento no preço.

As frutas consideradas ideais para as ceias de Natal são as vermelhas, como o romã e a cereja, e as tropicais, como o abacaxi e a uva. De acordo com a vendedora de uma barraca do Entreposto Central de Abastecimento (Ecaj), Raquel Souza Bérgamo, as frutas mais procuradas nesta época são pêssego, ameixa, abacaxi e uva. "Como o município tem uma vasta produção de frutas desta época, principalmente de pêssego, uva niágara e goiaba, a maior procura tem sido por elas", afirma a vendedora.

Além de ter fornecedores locais, Raquel compra as frutas na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). "Apesar de as frutas virem direto dos produtores locais, aquelas que não são da safra, são compradas na Capital porque também são frescas", comenta.

Segundo ela, as frutas desta época já tem atraído grande público na barraca e espera que em dezembro as vendas continuem crescendo. "Essa é uma das poucas feiras que fica aberta até as 17h, geralmente as barracas ficam apenas no turno de manhã, mas como o movimento está bem forte neste final de ano, a loja deve ficar aberta até o horário limite".

Outra barraca que também estendeu o horário é do comerciante Valdemar Miyoshi. Segundo ele, as frutas mais procuradas são as uvas, ameixa, abacaxi, manga e maracujá. "A safra do final do mês tem bastante variedade e as frutas são muito consumidas nas comemorações natalinas, os clientes sempre procuram frutas mais refrescantes para essa época", diz Miyoshi.

PREÇOS

Segundo o proprietário, o reajuste dos alimentos também deve afetar as frutas, principalmente no meio de dezembro, o que deve prejudicar as vendas na barraca. "O valor sempre sobe no último mês do ano e não tem como a gente não repassar para o consumidor final. Como este ano teve o registro de geadas e muitas produções foram prejudicadas, acredito que seja um dos maiores reajustes no preço dos últimos anos, afetando diretamente as vendas no próximo mês", diz.

(Luana Nascimbene)


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