Jundiaí

Com dólar alto, bebidas nacionais ganham espaço

CEIA DE NATAL Funcionários e proprietários de empórios apostam nos produtos brasileiros para estimular as vendas desta época


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Claus Peters recomenda os espumantes nacionais que vende na sua loja
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A alta do dólar tem interferido diretamente no preço das bebidas importadas, como os espumantes e vinhos, típicos das festas de final de ano. Para não ter queda nas vendas, empórios e adegas apostam em produtos nacionais para este Natal, com estimativa de procura que pode chegar a 50% em comparação ao ano passado.

De acordo com o sommelier de vinhos de uma loja especializada em bebidas no Jardim Paris, David Cardoso, houve reajuste de 20% no preço dos produtos importados, o que impulsionou a procura pelos nacionais. "A alta do dólar tem espelhado o aumento do preço dos importados tanto para os comerciantes quanto para o consumidor final, por isso os vinhos e espumantes nacionais vem ganhando bastante espaço na mesa das pessoas", afirma Cardoso.

Segundo o sommelier, o mês de dezembro é a melhor época para estimular as vendas de vinhos e espumantes e a procura pelas bebidas nacionais tem aumentado consideravelmente este ano. "Eu nunca vendi tantas bebidas nacionais como neste ano. Hoje, as vendas de vinhos nacionais da loja representam 30% do total, atrás apenas de alguns chilenos, argentinos e portugueses", diz.

Segundo Cardoso, a projeção é aumentar mais ainda a procurar pelos nacionais. "A produção dos vinhos brasileiros é muito grande e está crescendo cada vez mais. Posso citar como exemplo as produções jundiaienses que fazem bastante sucesso na região e são ótimos vinhos, por isso eu aposto bastante no crescimento da procura pelas bebidas feitas no Brasil".

Para o proprietário do Casarão Importados, Claus Peters, os mais procurados são os vinhos portugueses e chilenos, mas se tratando de espumantes, os nacionais representam 50% das vendas. "A venda de bebidas nacionais tem disparado nos últimos anos, principalmente os espumantes brasileiros, que está batendo de frente com a procura pelos importados. Em relação aos vinhos, a maior demanda são pelos internacionais, mas os brasileiros também têm ganhado espaço no paladar dos consumidores", diz Peters.

REAJUSTES

Segundo o proprietário, a questão da alta do dólar é um problema gravíssimo para o setor dos importados, pois dificulta a compra e a venda dos produtos. "Eu estou tentando manter ao máximo o preço inicial das bebidas importadas que sofreram reajustes por conta do dólar. Uma parcela eu sou obrigado a repassar para o consumidor final, mas tento segurar o valor da maioria dos produtos", afirma Peters.

Além das bebidas, o que também sofreu reajuste foram as matérias-primas, como rolhas, garrafas e embalagens de papelão. "A escassez dos materiais como o plástico e o papelão que são utilizados em embalagens fez com que os produtos nacionais também aumentasse, afetando tanto os vinhos e espumantes brasileiros como os de fora".

CUSTO BENEFÍCIO

Para quem quer economizar na ceia deste ano, mas não quer abrir mão de boas bebidas, Cardoso afirma que é possível substituir vinhos importados por nacionais sem perder a qualidade. "Eu sempre recomendo o vinho Garibaldi, que pode ser encontrado a partir de R$ 22,90 e tem um excelente custo-benefício".

Para quem aprecia espumantes, Peters indica os nacionais que vende na sua loja Casarão Importados que variam de R$ 35 a R$ 40.


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