Jundiaí

Black Friday continua hoje de olho nos 'atrasados'

MAIS UM DIA O dia foi de chuva e o Centro tinha algumas lojas cheias, mas outras com movimento normal


JORNAL DE JUNDIAÍ
Rose Silva diz que a procura por produtos mais caros foi maior na data
Crédito: JORNAL DE JUNDIAÍ

Para atrair a atenção de quem não conseguiu ir ao Centro nesta sexta-feira aproveitar o Black Friday, o comércio fica aberto neste sábado até as 14h com algumas promoções. A sexta-feira marcada por pancadas e chuvas e a falta de promoção podem ter espantado os consumidores.

Quem se arriscou disse que precisou procurar pelas ofertas. É o caso da professora de Itatiba, Luzinete Prado, que já sabia em quais lojas gostaria de entrar. "Vim de Itatiba por ter mais opção aqui. Não vim atrás de algo específico, vim para ver as promoções. Venho ao Centro de Jundiaí duas vezes por mês e vi que tem loja em que realmente tem coisa em promoção, que não foi propaganda enganosa."

Para ela, a viagem entre os municípios no dia chuvoso compensou. "Ainda vou em outra loja atrás de mais coisa. Eu já pesquiso, vou para São Paulo, então tenho uma noção de valor, para saber quando está mais barato. Meu marido comprou uma camisa para ele e pagou R$ 150, hoje comprei uma da mesma qualidade por R$ 80", diz ela, satisfeita pela aquisição mais em conta.

Já a balconista Rosana Cássia Alves e a auxiliar de cozinha Dejanira Souza Santos foram ao Centro para comprar tapetes, algo que já estava planejado, independente da Black Friday, mas não acharam nada mais em conta. "Não tinha promoção, o preço é o mesmo de sempre. Tem gente que fala que as coisas estão mais baratas, mas não estão. Acabei comprando porque já queria mesmo, já vim para comprar", fala Rosana.

Dejanira conta que tentou pedir um desconto e nem assim conseguiu algo significativo. "Pedi um desconto porque tinha um tapete que estava mais amareladinho, mas me deram só R$ 23 de desconto, aí preferi levar o tapete que estava bom mesmo."

MERCADO

Nos espaços de venda de alimentos, as pessoas preferiram aproveitar as promoções para adquirir 'supérfluos', que geralmente custam mais caro. Este foi o caso da líder de setor Caroline Cristina da Cruz, que aproveitou as promoções e a chegada do fim do ano para comprar uísques. "Vim pelos uísques que estavam bem em conta. Por causa do fim do ano, aproveitei para comprar. Viemos certos do que íamos comprar, não levamos nada a mais. A compra compensou, com certeza, valeu a pena pelo preço."

Gerente de um mercado do Centro, Rose Silva diz que um produto pela promoção foi o energético. "O fluxo de clientes aumentou. De sexta costuma ter mais movimento, mas hoje (ontem) teve mais movimento que o esperado."

"Estão comprando o que seria mais caro, não o mais essencial. Energético, por exemplo, conseguimos trabalhar com um preço menor e vendeu bem. A gente veio com alguns descontos na semana, mas ontem (quinta-feira) e hoje (sexta-feira) foram os dias-chave da promoção", explica Rose.

NACIONAL

O dia de ontem começou com uma Black Friday on-line de menos vendas, mas faturamento 5% maior que em 2020, segundo a Neotrust, empresa especializada em dados de vendas virtuais. Cabe lembrar, no entanto, que a inflação recai sobre diversos produtos, o que faz, de fato, com que o valor gasto seja maior.

Em termos reais, considerando a inflação, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima queda de 6,5% nas vendas deste ano.

Em setembro, a CNC estimou alta de 3,8% nas vendas para o Natal deste ano, mas os dados preliminares da Black Friday, que costuma ser o termômetro para o consumo natalino, pois é a grande promoção antes da data, não refletiram o crescimento.


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